Aspeto saudável nos líderes é fundamental

Estudo publicado na “Frontiers in Human Neurosicience"

02 dezembro 2014
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Ao selecionar um líder, as escolhas remetem essencialmente para um aspeto saudável, em detrimento de um ar inteligente, sugere um novo estudo.
 

Conduzido pela Universidade VU de Amsterdão, na Holanda, o estudo revelou que as pessoas tendem a dar preferência a candidatos de aspeto saudável em vez dos que têm um ar inteligente, exceto se o cargo requer negociação entre grupos ou a exploração de novos mercados.
 

Uma equipa de investigadores, conduzida por Brian Spisak, professor assistente do Departamento de Gestão e Organização daquela universidade e autor do estudo, procedeu à análise das preferências implícitas das pessoas em termos de traços que definem os líderes como a inteligência, estado de saúde e capacidade de atração. A equipa procurou também determinar a forma como procuramos essas informações nos outros, através da aparência física.
 

Para o estudo, a equipa contou com a participação de 148 homens e mulheres, que foram convidados a imaginar que estavam a escolher um novo Diretor-Geral para uma empresa e a escolherem, repetidamente, entre duas caras do sexo masculino.
 

Os investigadores centraram-se nos traços faciais porque estes oferecem bastante informação sobre as pessoas. Uma personalidade cooperante e diligente está estatisticamente associada a uma cara mais feminina devido a níveis mais elevados de estrogénio, enquanto uma personalidade mais agressiva, de correr riscos, está associada a uma cara mais masculina, com maiores níveis de testosterona.
 

Os participantes receberam, para cada escolha que eram convidados a fazer, uma descrição das funções do pretenso Diretor-Geral. Esta descrição incluía o principal desafio a enfrentar, que seria entrar num mercado ou renegociar uma parceria chave com outra empresa ou ser responsável pela exploração estável e sustentável de energia não-renovável.
 

Cada escolha foi acompanhada de fotografias do mesmo homem, mas cuja cara tinha sido transformada de forma digital, de forma a tornar a imagem do indivíduo mais ou menos inteligente e mais ou menos saudável, através da alteração do tom da pele.
 

Os resultados revelaram que as preferências tendiam para o ar saudável, em detrimento do ar inteligente, com 69% das escolhas. Esta preferência manteve-se independentemente do principal desafio do Diretor-Geral. As preferências recaíram nas caras com ar mais inteligente nos casos dos dois desafios que requeriam mais ideias e diplomacia: a entrada num novo mercado e a renegociação da parceria.
 

Face aos resultados, o autor principal do estudo comenta: “é aqui demonstrado que vale a pena os aspirantes a líderes terem um ar saudável, o que explica a razão pela qual os políticos e executivos investem imenso esforço, tempo e dinheiro na sua aparência”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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