Aspartame nas doses recomentadas não apresenta riscos

Revisão da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos

16 dezembro 2013
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Um painel científico da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (AESA) concluiu, após uma reavaliação científica sobre a segurança do aspartame, que este aditivo alimentar é seguro se consumido nas doses recomendadas.
 

O aspartame, que tem a codificação E951, é um adoçante muito pouco calórico, aproximadamente 200 vezes mais doce que o açúcar, e é utilizado no mundo inteiro, há mais de 25 anos, em muitos alimentos e bebidas. O aspartame está presente em variados produtos alimentares como alimentos dietéticos, refrigerantes, iogurtes, pastilhas elásticas e outros alimentos de baixas calorias ou sem açúcar.
 

Foi estabelecido como valor de Ingestão Diária Aceitável (IDA) 40 mg/kg de peso por dia. Isto equivale a 2800mg num adulto. Para uma criança de 3 anos de idade este valor equivale a cerca de 600mg. A IDA é um valor estimado de consumo diário de uma pessoa durante toda a vida, sem trazer riscos à saúde.
 

Após revisão de estudos sobre animais e humanos, o Painel dos Aditivos Alimentares e Fontes de Nutrientes Adicionados aos Alimentos (ANS) da AESA decidiu que seria necessário um consumo extremamente elevado de alimentos e bebidas com aspartame durante uma vida inteira para que um indivíduo pudesse exceder o seu valor de IDA.
 

Relativamente à especulação que existe sobre o facto de o aspartame provocar cancro através de danos nos genes, o painel considera que esse risco é inexistente. Foi também determinado que este adoçante não provoca danos no cérebro ou sistema nervoso, nem afeta as funções mentais em adultos e crianças.
 

A exceção vai para as pessoas que sofrem de Fenilcetonúria, uma doença metabólica genética grave caracterizada pela ausência da enzima fenilalanina hidroxilase. Se não for tratada, pode causar danos cerebrais graves. Os portadores da doença não podem consumir aspartame devido à ausência da enzima, porque o seu organismo não consegue quebrar um dos seus componentes, a fenilalanina. Esta fica esta acumulada, sendo extremamente tóxica, particularmente para um feto em desenvolvimento numa mulher com fenilcetonúria.
 

“Esta opinião representa uma das avaliações de risco mais completas sobre o aspartame alguma vez realizadas” explica Alicja Mortensen, que presidiu ao painel de revisão da AESA sobre o aspartame. “Constitui uma etapa no sentido de fortalecer a confiança dos consumidores relativamente à base científica do sistema de segurança alimentar da EU e da regulamentação dos aditivos alimentares”, remata a especialista.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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