Asma: terapia genética mostra-se promissora

Estudo da Universidade do Rio de Janeiro

16 junho 2016
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Investigadores brasileiros demonstraram uma forma de administrar uma terapia genética baseada em nanopartículas com o objetivo de reparar os pulmões danificados pela asma alérgica crónica e reduzir a causa dos ataques de asma, refere um estudo apresentado na Conferência Internacional de 2016 da Sociedade Torácica Americana.
 

Na asma as vias respiratórias tornam-se inflamadas, o que resulta no seu estreitamente e ocorrência de sintomas debilitantes, que incluem tosse, sibilâncias, falta de ar e opressão no peito. A asma e outras doenças respiratórias também podem causar alterações nas vias respiratórias, um processo conhecido por remodelação. Acredita-se que este processo é causado pela inflamação de longo prazo e conduz a um agravamento dos sintomas dos pacientes com asma.
 

De acordo com a líder do estudo, Adriana Lopes da Silva, são necessárias abordagens terapêuticas alternativas que reduzam ao processo inflamatório e de remodelação através da expressão aumentada ou inibição de genes específicos na cascata inflamatória da asma, em diferentes tipos de asma e sem conduzir à imunossupressão.
 

Os investigadores da Universidade do Rio de Janeiro, no Brasil, descobriram recentemente que a inserção de um gene análogo à timulina num plasmídeo (um tipo de fragmento de ADN) através da utilização de nanopartículas de ADN aumentava a reparação das vias aéreas e melhorava a função pulmonar num modelo animal da asma alérgica. Neste estudo, os investigadores decidiram analisar como administrar esta molécula com o intuito de melhorar os seus efeitos terapêuticos, tendo para tal formulado e caracterizado as nanopartículas de timulina.
 

Para o estudo os cientistas utilizaram quatro grupos de animais. Num dos grupos, denominado OVA, os animais imunizados e provocados com ovalbumina, um tipo de proteína encontrado na clara do ovo e que funciona como um alergénio. Os ratinhos controlo receberam soro fisiológico através do mesmo protocolo. Após 24 horas, os ratinhos receberam injeções de soro fisiológico, uma dose de nanopartículas de ADN ou três doses de nanopartículas de ADN. Os pulmões dos animais foram analisados após 20 dias.
 

O estudo apurou que uma única dose da terapia genética com timulina, administrada através de uma nova plataforma biodegradável, foi eficaz na redução da inflamação pulmonar e na melhoria da estrutura e função das vias respiratórias.
 

“Agora necessitamos de compreender melhor os mecanismos responsáveis por esta estratégia terapêutica. Esperamos, num futuro próximo, iniciar os ensaios clínicos de fase I”, concluiu Adriana Lopes da Silva.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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