Asma pode aumentar risco de enfarte agudo do miocárdio

Estudo apresentado nas sessões 2014 da Associação Americana do Coração

19 novembro 2014
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A asma ou os sintomas de asma que requerem a toma de medicação diária podem aumentar significativamente o risco de enfarte agudo do miocárdio, refere um estudo apresentado nas sessões 2014 da Associação Americana do Coração.
 
Para este estudo, os investigadores da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin-Madison, nos EUA, contaram com a participação de 6.792 indivíduos, os quais foram incluídos no “Estudo Multiétnico da Aterosclerose”, que rastreia sinais precoces de doença cardíaca. Os pacientes tinham em média 62 anos, 47% eram homens, 28,4% de raça caucasiana, 28% afroamericanos, 22% hispânicos e 12% sino-americanos. 
 
Após terem ajustado os fatores de risco da doença cardíaca, os investigadores constataram que, comparativamente com os indivíduos sem asma, os que necessitavam de medicação diária para a asma apresentavam um risco 60% maior de sofrerem um evento cardiovascular, como enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ou condições associadas, ao longo dos 10 anos de acompanhamento.
 
O estudo apurou que, comparativamente com os não asmáticos, os asmáticos que tomavam medicação, apresentavam níveis significativamente mais elevados de marcadores inflamatórios, incluindo proteína C reativa e fibrinogénio. Este último é considerado um marcador da viscosidade do sangue, que pode piorar a inflamação. Os pacientes com antecedentes de asma, mas que não necessitavam de medicação diária apresentavam níveis intermédios destes marcadores.
 
Num outro estudo, os investigadores compararam 543 pacientes que tinham sofrido um enfarte agudo do miocárdio com outros 543 indivíduos, com a mesma idade e sexo, que não tinham sofrido este tipo de evento. 
 
Após terem tido em conta os fatores de risco típicos da doença cardíaca, como obesidade, pressão arterial elevada, tabagismo, diabetes e colesterol elevado, os investigadores verificaram que os indivíduos com asma apresentavam um risco 70% maior de terem um enfarte do miocárdio, comparativamente com aqueles que não tinham asma. Os pacientes com asma ativa, que tomavam medicação ou que tinham ido a uma consulta para o tratamento desta doença no ano anterior, apresentavam um risco 70% maior de enfarte agudo do miocárdio comparativamente com aqueles que não tinham asma.
 
Um dos autores do estudo, Young J. Juhn, referiu que a dor ou desconforto torácico podem ser confundidos com sintomas de asma, mas uma vez que esta doença aumenta o risco de enfarte do miocárdio e os tratamentos das duas condições são diferentes, é necessário levar a sério estes e outros sintomas de enfarte agudo do miocárdio e procurar tratamento imediato.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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