Asma infantil e a partilha da cama com os pais

Estudo publicado no “European Respiratory Journal”

16 dezembro 2014
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As crianças pequenas que partilham a cama com os pais apresentam um risco aumentado de desenvolver asma, dá conta um estudo publicado no “European Respiratory Journal”.
 

Para o estudo, os investigadores holandeses contaram com a participação de 6.160 mães e filhos. Anualmente, foram recolhidas informações sobre os sintomas de asma das crianças, desde o primeiro ano até aos seis anos. Os pais foram também submetidos a questionários para recolha dos padrões do sono das crianças desde os dois aos 24 meses.
 

O estudo apurou que as crianças que, aos dois meses, partilham a cama com os pais, não apresentavam um risco aumentado de terem pieira ao longo dos seus primeiros anos de vida ou serem diagnosticadas com asma. Contudo, a partilha da cama aos 24 meses aumentava o risco das crianças terem pieira entre os três e os seis anos e serem diagnosticadas com asma aos seis anos.
 

De acordo com a investigadora da Universidade de Roterdão, na Holanda, Maartje Luijk, estes resultados mostram que há uma associação entre as crianças que partilham a cama com os pais aos dois anos de idade e o desenvolvimento de pieira e asma mais tarde na infância.
 

Os investigadores colocaram no entanto a hipótese de estes resultados poderem sugerir que a partilha da cama poderia ser a consequência e não a causa da asma, uma vez que os pais poderiam decidir partilhar a cama com os seus filhos para conseguir monitorizar os sintomas de asma. Contudo, esta hipótese não foi confirmada, uma vez que as crianças com pieira não apresentavam, comparativamente com aquelas que não apresentavam este sintoma, uma maior tendência para partilhar a cama com os pais.

 

“Apesar de estes resultados sugerirem que a partilha de cama aumenta de alguma forma o risco de asma, o estudo não fornece uma evidência causal. Podem existir vários fatores envolvidos. As famílias que partilham a cama podem ter mais tendência para reportar a pieira dos filhos uma vez que estão mais atentas à respiração da criança”, referiu a investigadora.
 

“Alternativamente, as famílias podem encarar a pieira como um problema e algo que possa conduzir a problemas de sono, o que pode, por sua vez, levar à partilha da cama para melhor monitorizar estes problemas, acrescentou Maartje Luijk.
 

Assim, na opinião da investigadora, são necessários mais estudos para identificar quais os fatores que podem ter impacto no desenvolvimento de asma através da partilha da cama.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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