Asma infantil: descoberta nova variante genética

Estudo publicado na revista “Nature Genetics”

20 novembro 2013
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Uma equipa internacional de investigadores descobriu um gene associado com a asma severa nas crianças, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 

A asma é a doença crónica mais frequente nas crianças. Contudo, os médicos ainda têm pouco conhecimento sobre os ataques de asma nas crianças, tornando a condição difícil de prevenir e de tratar.
 

Neste estudo a equipa de investigadores liderados pela Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, compararam os genomas de 1.173 crianças com asma, com idades compreendidas entre os dois e os seis anos, com 2.522 crianças e adultos saudáveis.
 

Para além de terem encontrado quatro genes que tinham sido previamente associados à suscetibilidade de desenvolvimento da asma, foi também identificado um novo gene, o CDHR3. Este gene está particularmente ativo nas células epiteliais que revestem a superfície das vias respiratórias.
 

“Os investigadores têm vindo a estar cada vez mais interessados no papel do epitélio das vias respiratórias no desenvolvimento da asma. Alterações no epitélio celular podem aumentar a suscetibilidade dos pacientes aos fatores ambientais, ativando de uma forma exagerada a resposta imune e fazendo com que as vias respiratórias reajam de uma forma exagerada”, revelou, em comunicado de imprensa, o colíder do estudo, Hakon Hakonarson.
 

“Uma vez que o CDHR3 está associado a uma família de proteínas envolvida na adesão e interação celular, é provável que variações neste gene possam interferir com o normal funcionamento destas células nas vias respiratórias, tornando as crianças mais suscetíveis à asma”, acrescentou o investigador.
 

“Apesar de já existirem fármacos que conseguem combater eficazmente a asma, estes não funcionam em todos os pacientes. Assim, é necessário um tratamento específico para impedir que as crianças de tão tenra idade sejam hospitalizadas e tratadas assim que são admitidas. Uma vez que os sintomas de asma são similares nas crianças, os médicos tendem a ter o mesmo tipo de abordagem para todos os pacientes. Contudo, a asma tem diferentes mecanismos subjacentes, os quais necessitam de ser mapeados individualmente”, explicou um outro auto do estudo, Klaus Bønnelykke.
 

Neste sentido, o conhecimento dos genes associados ao risco da asma é um importante passo para a adoção de uma abordagem correta”, conclui Hakon Hakonarson.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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