Asma e doenças autoimunes: identificado novo alvo terapêutico

Estudo publicado na revista “Nature”

07 outubro 2016
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Investigadores do Reino Unido identificaram um novo alvo terapêutico, a proteína PD-1, para as doenças inflamatórias, como a asma e doenças autoimunitárias, dá conta um estudo publicado na revista “Nature”.
 

As doenças imunes ocorrem quando o sistema imunitário não é capaz de remover eficazmente as células não desejadas, nomeadamente durante a infeção ou cancro, ou quando se torna demasiado ativo. Quando isto ocorre, o sistema imunitário ataca as células e tecidos saudáveis causando doenças autoimunitárias ou alergias como a asma, onde as vias aéreas ficam inchadas e inflamadas.
 

As células linfoides inatas (células ILC) são um tipo de células recentemente descobertas. Neste grupo existe um subgrupo de células, as ILC2, que estão envolvidas nas respostas imunes contra as infeções e asma. Os níveis de ILC2 aumentam bastante quando são ativadas por pólen ou toxinas, causando inflamação pulmonar.
 

Contudo, pouco se sabe sobre como as células ILC2 se desenvolvem a partir das células ILC progenitoras na medula óssea ou se existem novos marcadores específicos para as células ativadas.
 

Através da utilização de uma técnica de sequenciação de ARN inovadora, os investigadores do Instituto Wellcome Trust Sanger, no Reino Unido, analisaram centenas de células da medula óssea de ratinhos para analisar o desenvolvimento das ILC. Desta forma, foram capazes de identificar os diferentes estadios de progressão desde a fase progenitora.
 

O estudo apurou que na fase progenitora as células ILC apresentavam à superfície a PD-1, um conhecido alvo do tratamento cancerígeno. Verificou-se também que as células ILC2 ativadas também apresentavam níveis elevados da proteína. Com base nestes resultados, os investigadores sugerem que estas células potencialmente perigosas poderão ser removidas através de um anticorpo que tenha por alvo a PD-1.
 

A expressão da PD-1 nos linfócitos T já tinha sido envolvida na incapacidade destas células imunitárias de matarem o cancro. Desta forma, já tinham sido desenvolvidas terapias com anticorpos que tinham por alvo a PD-1 nas células T em cancros como o melanoma. Com a descoberta da presença da proteína nas células ILC, os cientistas esperam que os fármacos novos e já existentes possam ser capazes de melhorar a terapia contra o cancro e ajudem também os indivíduos com asma.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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