Asfixia provocada por alimentos: casos estão a aumentar

Estudo publicado na revista “Pediatrics”

31 julho 2013
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O número de casos de asfixia provocada por alimentos tem vindo a aumentar, criando assim a necessidade de formulação de novas recomendações para prevenir este tipo de problema, dá conta um estudo publicado na “Pediatrics”.
 
Neste estudo, os investigadores do Institute at Nationwide Children's Hospital, conjuntamente com o Centers for Disease Control and Prevention, nos EUA, analisaram dados de asfixia, não fatais, provocados por consumo de alimentos em crianças com 14 anos ou que tivessem ocorrido entre 2001 e 2009.  
 
Os investigadores constataram que 111.914 crianças, menores de 14 anos, tinham dado entrada no serviço de urgências como resultado de asfixia provocada por alimentos. Anualmente cerca de 12.465 crianças, com uma média de 4,5 anos, dá entrada no hospital devido a este tipo de asfixia. Foi observado que 37,8% destes casos ocorrem em crianças com menos de um ano. Mais de 60% dos casos de asfixia ocorrem em crianças até aos quatro anos.  
 
O estudo também apurou que a maioria das crianças recebeu tratamento e teve alta, enquanto apenas 10% teve de ser hospitalizada. Os restantes 2,6% tiveram alta com recomendações médicas. Os alimentos responsáveis por mais de metade dos casos de asfixia foram rebuçados, carne, ossos e frutos secos de casca rija.
 
"Estes alimentos têm características que os tornam mais suscetíveis a bloquear vias respiratórias das crianças ou são mais difíceis de mastigar, o que pode conduzir à ocorrência de episódios de asfixia mais graves”, revelou em comunicado de imprensa um dos autores do estudo, Gary Smith.
 
De acordo com os autores do estudo, estes resultados mostram que há necessidade de melhorar a vigilância, a rotulagem e a forma dos alimentos, com estratégias de educação para ajudar a prevenir a asfixia na infância.
 
"Embora a Consumer Product Safety Commission tenha sistemas bem estabelecidos de vigilância, bem como legislação e regulamentos para proteger as crianças de asfixia não alimentares, não existem sistemas de monitorização, legislação ou regulamentos semelhantes para tratar a asfixia associada aos alimentos”, diz o investigador.
 
“A implementação de um melhor acompanhamento dos incidentes de asfixia associados aos alimentos, colocando rótulos de advertência nos alimentos que apresentam um alto risco de asfixia, alteração da forma dos alimentos consumidos pelas crianças para reduzir o risco de asfixia e o desenvolvimento de campanhas de sensibilização para educar os pais sobre o perigo da asfixia provocada por alimentos pode ajudar a reduzir o número de episódios de asfixia”, conclui Gary Smith.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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