ASAE admite medidas adicionais de fiscalização aos talhos

Encontradas bactérias nocivas e aditivos alergénicos em carne picada

25 janeiro 2017
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A Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) vai analisar o estudo da Deco sobre a carne picada vendida nos talhos e admite tomar medidas de fiscalização suplementar se tal se justificar.
 

A Deco Proteste apelou aos consumidores para que não comprem hambúrgueres já picados nos talhos, onde encontrou bactérias nocivas e aditivos alergénicos usados para fingir que a carne é fresca.
 

O inspetor-geral da ASAE, Pedro Portugal Gaspar, referiu à agência Lusa que o estudo da Deco é um bom contributo para a defesa do consumidor e que o vai remeter para o conselho científico da ASAE.
 

“Analisaremos o estudo e remeteremos para o Conselho Científico e, se necessário for, tomaremos medidas de fiscalização suplementar”, disse o responsável.
 

Pedro Portugal Gaspar considerou também que esta é uma matéria “já sinalizada” pela ASAE e que tem sido muito acompanhada pelas autoridades. Em 2016 foram inspecionados uma média de dois talhos por dia, num total superior a 600.
 

“É um setor com vários incumprimentos, como há vários. O incumprimento zero, o risco zero não existe”, acrescentou.
 

Questionado sobre se faria sentido alguma proposta da parte da ASAE para uma alteração legislativa que proibisse a venda de hambúrgueres já feitos nos talhos, o responsável lembrou que “o quadro legal obedece a um enquadramento comunitário”.
 

“Portugal é parte integrante e tem de ter presente qual o quadro sobre este tipo de situações nos vários países da União Europeia e nós, com os vários parceiros da UE não temos uma sinalização de risco que se coloque neste tipo de situação”, acrescentou.
 

Pedro Portugal Gaspar lembrou ainda que a ASAE tem de ter elementos que lhe que permitam atuar para eventuais suspensões de atividade ou encerramentos de instalações.
 

“Temos de ter elementos para poder tomar medidas com a devida proporcionalidade, sob pena de tomar medidas desproporcionais para todos os agentes, quer consumidores quer agentes económicos”, concluiu.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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