As proteínas de longa duração e o envelhecimento

Estudo publicado na “Cell”

09 setembro 2013
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Uma equipa de cientistas identificou um pequeno subgrupo de proteínas no cérebro que persistem mais tempo, chegando mesmo a um ano, sem serem substituídas.
 

O estudo conduzido pelo Salk Institute for Biological Studies e The Scripps Research Institute (TSRI), que levou à descoberta de um grupo de proteínas com uma duração significativamente maior em relação às restantes, poderá ser relevante para se compreender a base molecular do envelhecimento.
 

Martin Hetzer, professor no Molecular and Cell Biology Laboratory do Salk Institute e um dos autores do estudo, afirmou que “a longevidade das proteínas pode ser uma contribuição fundamental para o envelhecimento celular”. “Identificar simplesmente todas as proteínas com longevidade permite-nos orientar os nossos estudos para essas proteínas específicas, que poderão constituir o elo mais fraco no proteoma em envelhecimento”.
 

Num estudo anterior, Martin Hetzer e a equipa tinham identificado proteínas de longa duração na localização subcelular, nomeadamente no núcleo. Este estudo, porém oferece a primeira identificação completa e imparcial do proteoma de longa duração, o conjunto inteiro de proteínas expressas por um genoma num determinado conjunto de condições ambientais.
 

A equipa descobriu que as proteínas de longa duração incluíam as que estão envolvidas na expressão genética, na comunicação de células neurais e em processos enzimáticos, bem como constituintes do complexo de poro nuclear (CPN), que é responsável pelo tráfego para dentro e fora do núcleo.
 

Os investigadores descobriram também que o CPN sofre algum movimento lento mas finito através da troca de subcomplexos mais pequenos, mas não CPN inteiros, o que poderá ajudar a eliminar a acumulação inevitável de componentes danificados. “Pode-se pensar nisto como sendo semelhante à manutenção de um carro”, afirma Brandon Toyama, o autor principal do estudo.
 

A nova descoberta vem demonstrar que os componentes celulares apresentam um maior risco de acumularem danos, associando a persistência das proteínas de longa duração ao processo do envelhecimento celular. “Agora que identificámos estas proteínas de longa duração, podemos começar a investigar como é que elas podem ser afetadas no envelhecimento e o que é que a célula faz para compensar os danos inevitáveis”, afirma Brandon Toyama.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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