As potencialidades da nanotecnologia na avaliação do risco cardiovascular

Estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”

23 maio 2016
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Investigadores do Instituto de Medicina Molecular revelam as potencialidades da nanotecnologia para avaliar o risco de problemas cardiovasculares, através da análise de uma pequena amostra de sangue, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Nanotechnology”.
 

No estudo, foram analisadas amostras de sangue de dadores saudáveis e de dadores com insuficiência cardíaca. Verificou-se que, nestes últimos, o risco de terem complicações cardiovasculares aumentava quando é necessária uma “força” maior para “descolar” uma proteína que se “liga” aos glóbulos vermelhos, e que é também fundamental para a coagulação sanguínea.
 

A proteína em causa é o fibrinogénio, que, ao ligar-se aos glóbulos vermelhos, "vai tornar o fluxo sanguíneo mais viscoso", constituindo "um fator de risco cardiovascular", disse à agência Lusa o investigador Nuno Santos, coordenador da equipa do Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa).
 

Os investigadores analisaram amostras de sangue de 30 dadores saudáveis e de 30 doentes com insuficiência cardíaca, que estavam a ser seguidos no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e que foram acompanhados pelo grupo científico ao longo de um ano.
 

Os cientistas isolaram os glóbulos vermelhos e usaram um microscópio de força atómica para medir a “força” de ligação do fibrinogénio a estas células, também conhecidas por eritrócitos. Verificou-se que a “força” exigida para “arrancar” a proteína do glóbulo vermelho era maior nos doentes com insuficiência cardíaca, quando comparada com a de dadores de sangue saudáveis.
 

Adicionalmente, observou-se que os doentes com insuficiência cardíaca que necessitavam, inicialmente, de mais 'força' para “descolar” o fibrinogénio dos glóbulos vermelhos, tiveram, ao fim de um ano, um "risco maior de ser hospitalizados devido a complicações cardiovasculares".
 

De acordo com Nuno Santos, a técnica utilizada pode servir de auxiliar para um médico na avaliação do risco de doenças cardiovasculares em pessoas com insuficiência cardíaca.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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