As pessoas casadas apresentam níveis mais baixos de stress

Estudo publicado na “Psychoneuroendocrinology”

20 fevereiro 2017
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Um estudo dirigido por uma equipa de investigadores demonstrou a primeira evidência biológica que explica o impacto do casamento na saúde.
 
Conduzido pela Universidade Carnegie Mellon, EUA, o estudo demonstrou que as pessoas casadas apresentavam níveis mais reduzidos da hormona do stress cortisol do que as pessoas solteiras ou que já tinham sido casadas anteriormente. 
 
Brian Chin, estudante de doutoramento no Departamento de Psicologia do Dietrich College de Humanidades e Ciências Sociais considera que “é empolgante descobrir uma via fisiológica que poderá explicar a influência dos relacionamentos sobre a saúde e a doença”.
 
Para o estudo, a equipa de investigadores recolheu amostras de saliva de 572 adultos saudáveis com idades compreendidas entre os 21 e os 55 anos, em três dias não consecutivos. Foi retirado um elevado número de amostras durante cada período de 24 horas, tendo sido testadas relativamente ao cortisol.
 
Os resultados revelaram que nos três dias do estudo os participantes casados apresentavam níveis de cortisol inferiores aos dos participantes que não eram casados ou que já tinham sido casados. 
 
Os investigadores compraram igualmente o ritmo diário de cortisol; os níveis de cortisol atingem um pico quando um indivíduo acorda e vão descendo durante o dia. As pessoas casadas demonstraram uma descida mais rápida nos níveis de cortisol, uma tendência que foi associada a uma menor incidência de doença cardíaca e a um maior índice de sobrevivência nos pacientes com cancro.
 
Estes achados vão de encontro à perceção que as pessoas não casadas enfrentam um maior stress psicológico do que as pessoas casadas. O stress prolongado está associado a níveis de cortisol mais elevados, podendo interferir com a capacidade de o organismo regular a inflamação. Como consequência, esta interferência poderá fomentar o desenvolvimento e evolução de muitas doenças.
 
“Estes factos dão-nos um importante indicador na forma como as nossas relações sociais íntimas podem afetar-nos de forma a influenciar a nossa saúde”, concluiu Sheldon Cohen, coautor deste estudo e docente de psicologia da Universidade Robert E. Doherty.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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