As dez descobertas que marcaram 2002

Revista Science destaca investigação sobre ácido ribonucleico

20 dezembro 2002
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Novas revelações sobre o ácido ribonucleico (ARN), uma molécula até há pouco tempo considerada de importância menor, foram consideradas o acontecimento científico do ano pela revista Science.
 

 

As novas pesquisas sobre o ARN, encarado até agora apenas como um auxiliador do dominante ADN (ácido desoxirribonucleico, onde estão contidas as instruções genéticas das células), demonstraram que esta molécula controla acções chave como ligar e desligar os genes, controlar o desenvolvimento do embrião, podendo até desempenhar um papel importante no desenvolvimento do cancro.
 

 

A revista Science destaca, num artigo publicado sexta- feira, os dez acontecimentos que considera terem marcado o ano de 2002 na área da ciência.
 

 

Depois das pesquisas sobre o ARN, a revista científica escolheu como segundo acontecimento mais marcante do ano as investigações efectuadas sobre os neutrinos, partículas elementares que se descobriu recentemente terem massa.
 

 

Genomas
 

 

O terceiro acontecimento científico de 2002 foi, segundo a Science, a sequenciação de genomas de dúzias de formas de vida.
 

 

Depois do genoma humano, descodificado em 2000, foi completada a sequenciação dos genomas do parasita da malária e do mosquito que a espalha, de dois tipos de arroz, do rato e de dezenas de micróbios, entre outros organismos.
 

 

Em curso estão projectos de sequenciação dos genomas do chimpanzé, do milho, da abelha, do cão, da vaca e da galinha.
 

 

Big Bang
 

 

A investigação sobre a "infância" do Universo foi classificada em quarto lugar pela Science.
 

Cerca de 400.000 anos depois do Big Bang, a explosão que teoricamente deu origem ao Universo, núcleos e electrões arrefeceram o suficiente para formar átomos, o que espalhou energia de alta radiação que ainda hoje existe e se designa por "radiação cósmica de fundo" (CMB, sigla em inglês).
 

Os estudos sobre a CMB sugerem que o universo se vai expandir para sempre, alterando anteriores teorias que sugeriam o fim do universo, numa espécie de "Big Crunch".
 

 

«Attosegundos
 

 

O quinto acontecimento científico destacado pela prestigiada revista norte-americana foi a possibilidade descoberta por físicos de tirarem as mais rápidas fotografias de sempre (medidas em "attosegundos", ou seja, fracções de segundo de 21 zeros).
 

 

Os investigadores utilizam actualmente esta capacidade para estudar o funcionamento interno do átomo, algo nunca observado.
 

 

Boca e pele
 

 

A descoberta de proteínas na boca e nas células da pele que respondem aos sabores químicos e a temperaturas foi a sexta revolução científica do ano.
 

 

São estas proteínas que fazem, por exemplo, com que uma comida picante dê a sensação de calor e uma pastilha de mentol provoque a sensação de frescura.
 

 

Dentro da célula
 

 

Segundo a Science, o sétimo acontecimento mais relevante no mundo da ciência em 2002 foi a possibilidade de ver a três dimensões a estrutura molecular de proteínas em funcionamento dentro da célula.
 

 

Esta pesquisa vai ajudar a perceber melhor como funcionam as células, um conhecimento que poderá eventualmente conduzir à descoberta de novos medicamentos.
 

 

Novo telescópio e retina
 

 

Um novo tipo de telescópio que possibilitou aos astrónomos a visão mais clara dos céus jamais captada a partir da Terra foi, para a Science, a oitava descoberta do ano.
 

 

O nono evento científico destacado pela revista foi a descoberta de um tipo de células na retina do olho (as células ganglionárias da retina) que, não fazendo parte do sistema de visão, contribuem, enviando sinais para o cérebro, para "acertar" o relógio biológico do organismo.
 

 

Fóssil antigo
 

 

Finalmente, um fóssil descoberto em África que poderá ser o mais antigo antepassado do homem fecha a lista dos dez acontecimentos mais relevantes do mundo da ciência.
 

O fóssil descoberto em 2002 em África, designado Toumai, foi datado de entre 6 e 7 milhões de anos, quando o anterior recorde de antiguidade pertencia a Lucy, um fóssil com 3,2 milhões de anos.
 

 

Fonte: Lusa
 

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