As células da longevidade

Investigador português apresenta estudo na Science

18 janeiro 2002
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O conjunto das células estaminais ou embrionárias que dão origem aos óvulos e ao esperma tem mais uma função: controla a evolução do envelhecimento na idade adulta. Uma descoberta surpreendente feita no célebre verme Caenorhabditis elegans, mas que poderá ter paralelo noutros organismos vivos, incluindo nos humanos. Um estudo com assinatura portuguesa publicado hoje naScience.
 

 

Nuno Arantes Oliveira é o principal autor da investigação, desenvolvida na Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF). A terminar a tese de doutoramento precisamente com esta pesquisa, o cientista português e a sua equipa demonstraram pela primeira vez que certos genes actuam no controlo do ritmo de envelhecimento do animal adulto. As células embrionárias parecem deter também a capacidade de alterar a longevidade durante o processo de envelhecimento.
 

 

Os cientistas descobriram que as células estaminais cruciais no desenrolar do processo não são propriamente aquelas que se tornam óvulo e esperma, mas umas células irmãs contidas no mesmo grupo, as chamadas "células estaminais de linhas germinativas proliferadoras", que se dividem continuamente nos tecidos reprodutivos do animal. "Agora sabemos que estas células embrionárias proliferadoras são células de controlo cruciais, que afectam simultaneamente a reprodução e o envelhecimento", explicou Cynthia Kenyon, do departamento de química e biofísica da UCSF, onde Arantes Oliveira está a terminar a sua tese.
 

 

Ver mais em: Diário de Notícias
 

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