As abelhas são preguiçosas

Cientista acaba com mito ancestral

28 junho 2004
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A versão popularmente muito difundida de que as abelhas são insectos aplicados e trabalhadores é inteiramente falsa.Segundo o neurobiólogo e zoólogo alemão Randolf Menzel, «as abelhas, na realidade, não querem nada com o trabalho, dormem muito e são muito preguiçosas».Menzel, investigador da Universidade Livre de Berlim, sabe o que diz. Recentemente premiado pela Sociedade Alemã de Zoologia pelo seu trabalho sobre esses insectos, Menzel explica que «à noite, durante 80 por cento do tempo, as abelhas dormem. E, mesmo durante o dia, voltam frequentemente às colmeias».Em outro aspecto do seu trabalho, o cientista comprovou que as abelhas aprendem rapidamente a reconhecer os diferentes aromas das flores e possuem cinco fases de memórias. O cientista, que há 40 anos investiga esses insectos «himenópteros», constatou que na aprendizagem, as abelhas seguem o mesmo padrão de conduta de outros animais –inclusive do homem-- aprendendo mais rápido quando recebem uma recompensa por isso.«Se a abelha é premiada, uma vez, por determinado comportamento, o facto é mantido na sua memória durante uma semana. Se for recompensada três vezes, não se esquecerá pelo resto da vida», afirmou Menzel.Com a sua extraordinária memória, as abelhas podem diferenciar muitas tonalidades de cores e perfumes na natureza. Além das três fases normais de memória --curta, média e longa--, as abelhas guardam lembranças de processos de longa data, segundo comprovou o cientista com análises bioleculares na rede de neurónios do cérebro desses insectos.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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