Árvore sintética que purifica o ar

Cientista norte-americano quer criar «arma» contra a poluição

26 fevereiro 2003
  |  Partilhar:

O grande «poder» das plantas é poder transformar dióxido de carbono em oxigénio, durante o processo de fotossíntese. Mas um cientista da Universidade Columbia, EUA, está a desenvolver uma árvore que funciona de um modo muito diferente das normais. Trata-se de uma árvore artificial, anti-poluição, que extrai o dióxido de carbono da atmosfera e retém a substância
 

 

De acordo com o cientista criador deste novo conceito, a árvore sintética fará praticamente o mesmo trabalho que as plantas naturais realizam durante a fotossíntese, mas não liberará oxigénio.
 

 

Durante a apresentação do seu trabalho no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, Klaus Lackner disse que, produzida em larga escala, a invenção poderá ajudar a limpar o dióxido de carbono da atmosfera.
 

 

Lackner, que ainda não conseguiu tirar a ideia do papel, acredita que uma árvore sintética poderá remover 90 mil toneladas de dióxido de carbono por ano - o que equivale às emissões de 15 mil carros.
 

 

O dióxido de carbono é o principal gás poluente produzido pelo homem e é um dos responsáveis pelo aquecimento global. E o modelo projectado por Lackner foi desenvolvido a partir de uma série de ideias encaminhadas por cientistas que estudam as mudanças climáticas.
 

 

O cientista acredita que a tecnologia de separação de carbono deve ser utilizada no projecto. De acordo com Lackner, árvores sintéticas do tamanho de um celeiro poderiam ser colocadas a céu aberto, perto de depósitos para facilitar o transporte e armazenamento do carbono.
 

 

O cientista estima que 250 mil árvores artificiais em todo o mundo seriam necessárias para absorver 22 milhões de toneladas de dióxido de carbono produzidas anualmente.
 

 

A ideia de Klaus Lackner, no entanto, é contestada pelo engenheiro Howard Herzog, do Instituto de Tecnologia de Massachussett. Em entrevista à BBC, Herzog afirma que as árvores sintéticas não funcionariam na escala proposta pelo cientista da Universidade Columbia.
 

 

O engenheiro acredita ainda que a invenção gastaria mais energia na captação e no armazenamento de dióxido de carbono do que a energia economizada pelo projecto.
 

 

Apesar das críticas, Howard Herzog afirma que o trabalho de pesquisa sobre a tecnologia desenvolvida por Lackner é muito importante. «A ideia de captação do ar é sedutora e realmente seria incrível, mas é importante separar o conceito dos detalhes técnicos», argumenta o engenheiro.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.