Artrite reumatoide: teste sanguíneo pode prever risco

Estudo da Universidade de Oxford

29 dezembro 2015
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Investigadores do Instituto de Reumatologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram um marcador que indica o risco de um indivíduo sofrer de artrite reumatoide, 16 anos antes de a doença ter início.
 
Na presença de inflamação, algumas proteínas são alteradas por um processo conhecido por citrulinação. Estas formas alteradas podem desencadear uma resposta imunológica, com a produção de anticorpos contra o próprio organismo, e dar origem à artrite reumatoide. Desta forma, a artrite reumatoide é atualmente diagnosticada através de testes que identificam os anticorpos contra as proteínas citrulinadas. 
 
“Sabíamos que a proteína tenascina-C encontra-se em níveis elevados nas articulações dos indivíduos com artrite reumatoide. Desta forma, decidimos verificar se esta proteína poderia ser citrulinada e se era alvo dos autoanticorpos que atacam o organismo na artrite reumatoide”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Anja Schwenzer.
 
Após terem analisado os resultados de mais de 2.000 pacientes, os investigadores verificaram que o teste de anticorpos que tinha por alvo a tenascina-C citrulinada (cTNC, sigla em inglês) era capaz de diagnosticar a artrite reumatoide em 50% dos casos, incluindo alguns daqueles não detetados através do CCP (um teste geral que deteta os peptídeos citrulinados sintéticos). Verificou-se também que havia uma baixa taxa de falsos positivos e que a eficácia do teste rondava os 98%.
 
Os investigadores ficaram surpresos ao terem verificado que era possível detetar, em amostras retiradas a indivíduos ainda sem sintomas de artrite, a presença destes anticorpos 16 anos antes de a doença ter início. Habitualmente os anticorpos são detetados sete anos antes de a doença se desenvolver.
 
“Esta descoberta fornece um teste adicional que pode ser utilizado para aumentar a eficácia do CCP e pode prever a artrite reumatoide, permitindo a monitorização das pessoas e a identificação precoce da doença. Esta deteção precoce é importante pois os tratamentos nesta fase são mais eficazes”, explicou, uma outra autora do estudo.
 
“Esta investigação fornece a base de testes que podem melhorar o diagnóstico e, mais importante, detetar a doença numa fase muito precoce, com a promessa de mesmo os indivíduos em risco de desenvolver artrite reumatoide poderem ser acompanhados antes do início da doença. Isto pode ter um grande potencial para ajudar os pacientes com artrite reumatoide a obterem um tratamento precoce adequado de forma a manter esta condição dolorosa e debilitante sob controlo”, conclui, Stephen Simpson.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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