Artrite reumatoide: novo alvo terapêutico descoberto

Estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”

30 janeiro 2013
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Investigadores americanos descobriram um novo e potencial alvo terapêutico para o tratamento da artrite reumatoide, dá conta um estudo publicado no “Journal of Clinical Investigation”.
 

A artrite reumatoide é uma doença autoimune, que é em grande parte, despoletada por uma proteína de sinalização, o TNF-alfa, que está envolvida na resposta inflamatória sistémica. No entanto, a produção excessiva desta proteína conduz à ativação inapropriada das células do sistema imunitário e à ocorrência da inflamação nos tecidos. Na verdade, este processo está na origem de várias doenças, incluindo a artrite reumatoide. Apesar dos bloqueadores do TNF ajudarem muitos dos pacientes com artrite reumatoide, este tratamento é muito dispendioso e em alguns casos os pacientes não apresentam melhorias. Por esta razão, a comunidade científica tem tentado encontrar alternativas para este tipo de terapia.
 

O estudo refere que o funcionamento do TNF depende da enzima conversora do TNF (TACE). Apesar de este ser um alvo terapêutico tentador, os investigadores sabem que os pacientes que não expressam esta enzima são mais sensíveis a infeções da pele e a lesões intestinais.
 

No início deste ano, os investigadores do Hospital for Special Surgery, nos EUA, demonstraram que a TACE era regulada por duas moléculas, a IRHOM1 e a IRHOM2. Foi também observado que na ausência da IRHOM2, a TACE deixava de ser funcional na superfície das células do sistema imune e a produção de TNF era bloqueada. Estas experiências realizadas em ratinhos demonstraram, para surpresa dos investigadores, que a pele e os intestinos não eram afetados.
 

Neste estudo, a mesma equipa de investigação descobriu que enquanto que a IRHOM2 regula a TACE nas células imunitárias, a IRHOM1 é responsável por ajudar na maturação da enzima nas restantes regiões do organismo, incluindo cérebro, coração, fígado, rins, pulmões e baço.
 

Para tentar determinar se o bloqueio da IRHOM2 poderia ser uma estratégia de tratamento da artrite reumatoide, os investigadores criaram ratinhos que mimetizavam esta doença autoimune e que não expressavam a IRHOM2. O estudo apurou que estes animais não desenvolveram doença e eram saudáveis. “Verificámos que estes animais estavam tão protegidos quanto aqueles em que a produção de TNF tinha sido bloqueada”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Carl Blobel.
 

Na opinião dos investigadores esta é uma forma inovadora de bloquear a produção do TNF. O próximo passo envolve a identificação de anticorpos ou compostos farmacológicos capazes de bloquear a função da IRHOM2 e que sejam seguros para os pacientes. Em teoria estes compostos irão ser menos tóxicos que os bloqueadores do TNF, concluem os autores do estudo.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Investigação sobre a cura da Artrite reumatoide

Felizmente que existem em todo o mundo investigadores que dedicam a sua vida
à descoberta de novos medicamentos e ao bem estar de milhares de pessoas que
beneficiam com os efeitos das suas descobertas.

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