Artrite reumatóide: Investigação detecta riscos acrescidos em dois medicamentos

Estudo publicado no Journal of the American Medical Association

21 maio 2006
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Dois medicamentos contra a artrite reumatóide disponíveis em Portugal triplicam o risco de contrair vários tipos de cancro e duplicam o de infecções graves, indica um novo estudo norte-americano já criticado pelos laboratórios que produzem os fármacos.
 

 

A investigação, patrocinada pela Clínica Mayo, baseia-se em estudos anteriores sobre riscos associados ao Humira (feito pelo laboratório Abbot), e ao Rumicade (da Centocor) que se centravam num tipo de cancro, o linfoma, e em infecções como a tuberculose e a pneumonia.
 

 

O novo estudo - publicado na semana passada Journal of the American Medical Association (JAMA) - constata uma aparente ligação a outros cancros, nomeadamente da pele, gastrointestinais, da mama e do pulmão. Além disso, o estudo quantifica os riscos e assinala que as doses mais elevadas parecem implicar maior risco.
 

 

Em Portugal, o Remicade (Infliximab como nome genérico) foi aprovado pelo Infarmed em 1999 e o Humira (Adalimumab) em 2003, indica o site do instituto que regula os medicamentos em Portugal. Embora as informações contidas nas embalagens mencionem alguns dos riscos, os laboratórios ouvidos pelas agências de notícias internacionais dizem que o novo estudo não prova que a medicação esteja errada e consideram incorrecta a investigação.
 

 

Fontes: Lusa e Agências Internacionais
 

MNI- Médicos Na Internet
 

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