Artistas têm mais asma

Profissionais das artes são os mais afectados por problemas respiratórios

20 agosto 2002
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Se é pintor, fotografo ou actor tenha atenção com a asma. É que, segundo um estudo recente, os artistas, designers, fotógrafos e outros profissionais ligados às artes têm um risco cinco vezes maior de sofrer de asma em comparação do que trabalhadores de outras áreas.
 

 

A equipa, liderada por Ahmed Arif, do Centro de Ciências de Saúde da Universidade de Tecnologia do Texas, examinou a prevalência de asma e respiração ofegante relacionadas ao trabalho entre norte-americanos. Para o estudo foram imprescindíveis os dados da pesquisa nacional de análise de saúde e nutrição, de 1988 a 1994.
 

 

Em declarações à Reuters, Ahmed Arif referiu que este estudo confirmou as associações entre certos sectores de trabalho e a asma, dados que, segundo a opinião do autor, podem ajudar as agências de saúde a decidir onde concentrar as intervenções.
 

 

Números
 

 

Cerca de quatro por cento de mais de 6.800 voluntários que participaram no estudo relataram ter asma relacionada com o trabalho. E quase 11,5 por cento dos participantes disseram apresentar respiração ofegante por causa da ocupação.
 

 

Além disso, apontaram os investigadores, certas indústrias podem ser responsáveis por 27 a 37 por cento dos casos de asma e respiração ofegante relacionados ao trabalho.
 

Os profissionais da indústria das artes do espectáculo, por exemplo, tiveram um risco cinco vezes maior de asma relacionada com o trabalho.
 

 

Do mesmo modo, os trabalhadores do ramo hoteleiro apresentaram um risco quatro vezes maior de respiração ofegante relacionada com a ocupação laboral, provavelmente relacionado com a exposição a substâncias químicas dos produtos de limpeza.
 

 

O maior risco de asma entre os profissionais das artes do espectáculo estão ligadas à exposição « a substâncias químicas usadas em arte, produção de palco, maquilhagem teatral e químicos de fotografia».
 

 

Outros sectores
 

 

Também os trabalhadores de outros sectores também tiveram um risco mais elevado da asma e respiração ofegante relacionadas ao trabalho. As pessoas que trabalhavam na agricultura, floresta e pesca, por exemplo, estavam duas vezes mais propensas a apresentar o problema, em comparação àquelas de outros sectores, indicou o estudo. Do mesmo modo, os que operavam máquinas, trabalhavam com fornecimento eléctrico também estavam duas vezes mais propensos a apresentar a doença.
 

 

As razões da maior prevalência de asma e respiração ofegante relacionadas ao trabalho entre esses profissionais são ainda desconhecidas, apontaram os investigadores. Os agricultores e criadores de aves, no entanto, podem estar sob risco maior devido à exposição potencial à poeira orgânica, insecticidas, fertilizantes e outros produtos que irritam o sistema respiratório e factores que desencadeiam a asma.
 

 

Nas áreas da construção civil, indústria têxtil, mecânicos e soldadores, professores e outras pessoas do sector de educação, também apresentaram um risco maior de desenvolver a doença, informou o estudo.
 

 

Por isso, os investigadores deixam alguns alertas e avisos para prevenir e tratar problemas respiratórios causados pelos locais de trabalho. «As pessoas que trabalhem em áreas de risco também devem fazer sua parte, ao usar correctamente o equipamento pessoal de protecção».
 

 

E contacte imediatamente o médico caso « qualquer sintoma da asma, como respiração ofegante, falta de ar, tensão no peito ou tosse no trabalho ou quando regressa ao serviço após um fim de semana».
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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