Arteriosclerose: descoberto novo fator de risco

Estudo publicado na revista “Circulation Research”

12 janeiro 2017
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Investigadores austríacos identificaram um novo fator de risco associado ao desenvolvimento da arteriosclerose, revela um estudo publicado na revista “Circulation Research”.
 

Após uma infeção sanguínea a primeira classe de anticorpos a ser produzida pelo sistema imunitário são os anticorpos IgM. Estes formam a “vanguarda” das resposta imunitária, antes de outras células serem ativadas para combater as infeções.
 

No entanto, alguns indivíduos apresentam níveis deficientes ou não apresentam de todo estes anticorpos, desenvolvendo consequentemente deficiência imune congénita. Neste estudo os investigadores da Universidade Médica de Viena, na Áustria, descobriram como esta deficiência pode conduzir a um risco aumentado de arteriosclerose e consequentemente a doenças cardiovasculares graves.
 

Segundo a Universidade Médica de Viena, em informação divulgada no seu sítio da Internet, no sistema imunitário, os anticorpos IgM não desempenham apenas um papel primário na resposta imunológica, mas também mantêm um equilíbrio importante. De facto, estes anticorpos controlam o desenvolvimento fisiológico dos linfócitos B que são responsáveis pela produção e eliminação de anticorpos.
 

Desta forma estes anticorpos também regulam a concentração sanguínea dos anticorpos IgE e sempre que necessário restauram os níveis corretos para manter o sistema imunitário em equilíbrio. No entanto, na ausência dos anticorpos IgM este equilíbrio não pode ser mantido. Os níveis descontrolados dos anticorpos IgE, que também desempenham um papel importante no desenvolvimento de reações alérgicas, conduzem a um aumento da formação de placas, ativação dos mastócitos e processo inflamatórios, bem como à constrição e danos nos vasos sanguíneos. Estes achados foram comprovados pelos investigadores, liderados por Christoph Binder, num modelo animal.
 

O investigador referiu que, pela primeira vez, foi demonstrado que os anticorpos IgE podem provocar reações inflamatórias nos vasos sanguíneos e que a inibição destes anticorpos impedem os danos nos vasos.
 

Christoph Binder acrescenta que no futuro este conhecimento pode conduzir a novas opções de tratamento ao restaurar o equilíbrio do sistema imunitário.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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