Ar que se respira dentro dos aviões pode provocar doenças

Irritações na pele e problemas respiratórios são algumas das doenças, aponta estudo

11 dezembro 2001
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A qualidade do ar que se respira dentro dos aviões tem vindo a ser questionada pelos passageiros ao longo dos últimos anos. Apontado como um dos causadores de várias doenças
 

 

Agora, uma comissão de especialistas informou que as suspeitas apontadas pelos passageiros e tripulação - que têm vindo a responsabilizar o ar pouco impróprio dos aviões como causador de várias doenças - podem estar certas e recomendou mais estudos sobre o problema.
 

 

O Conselho da Academia Nacional de Investigação da Academia Nacional, divulgado na semana passada, afirmou que os factores ambientais e a qualidade do ar da cabina podem ser responsáveis por problemas de saúde como irritações na pele e problemas respiratórios encontrados em passageiros e tripulação.
 

 

Apesar de admitirem ser "extremamente difícil" associar as condições ambientais e a qualidade do ar nos aviões aos problemas de saúde apresentados pelos passageiros, os investigadores encontraram relação em quatro áreas específicas.
 

 

Problemas
 

 

A poluição provocada pelo ozono pode causar problemas respiratórios e a redução da pressão de oxigénio pode apresentar risco para saúde em pessoas com complicações como doenças cardíacas e respiratórias, informaram os cientistas.
 

 

O ar seco do interior dos aviões comerciais pode provocar o ressecamento dos olhos, membranas do nariz e pele, enquanto os pesticidas ou desinfectantes usados frequentemente na limpeza dos voos internacionais podem causar irritação na pele.
 

 

As substâncias tóxicas que podem contaminar o ar da cabina como óleos de motor, fluidos hidráulicos, soluções anticongelantes e pesticidas não foram avaliadas de forma adequada e, deste modo, não permitiu a análise do potencial de risco para saúde, informou o estudo.
 

 

Algumas destas substâncias podem entrar na cabina da aeronave através do sistema de ar do avião, especialmente quando estão em terra.
 

 

Investigacao rigorosa
 

 

Por tudo isto, a comissão recomendou que o Departamento Federal de Aviação norte-americano faça uma "investigação científica rigorosa" para assegurar que as regras de qualidade do ar são adequadas e estão a ser cumpridas.
 

 

No caso das disseminações de agentes infecciosos, como a gripe, esta parece mais associada ao contacto interpessoal em aviões lotados que ao sistema de ventilação, informou o estudo. O número de passageiros de aviões em todo o mundo quase quadruplicou nos últimos 30 anos, chegando a cerca de 1,5 biliões anualmente.
 

 

O ar encontrado nos jactos modernos é uma mistura de ar externo com ar condicionado, semelhante ao encontrado em muitas casas e prédios de escritórios. Este método serve para economizar dinheiro e melhorar a eficiência do sistema de energia.
 

 

Um Boeing 737-300, por exemplo, re-aproveita cerca de 40 por cento do ar e um 757 re-utiliza cerca de 50 por cento. O ar da cabina é filtrado para remover vírus e bactérias.
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI - Médicos Na Internet
 

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