Aquecimento global aumenta infecções

Portugal no circuito do risco

23 setembro 2004
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 O aquecimento global do planeta pode levar em Portugal ao aumento de doenças infecciosas, como a leptospirose. As alterações climáticas, previstas devido ao fenómeno que se iniciou com o buraco do ozono, poderão assim ter consequências graves a nível da saúde pública. A região do Porto poderá ser, segundo os especialistas, uma das mais afectadas.O trabalho de investigação sobre as possíveis consequências das alterações climáticas, apresentado em Julho no Instituto do Ambiente, apontou como principal causa para a subida do risco de transmissão no Porto o previsível «aumento do número de dias com chuvas intensas». José Manuel Calheiros, responsável pela parte da saúde pública neste trabalho, assinala que a principal preocupação são as «enxurradas e consequentes alterações das ecologias locais, nomeadamente com migrações de ratos contaminados».Como medidas de adaptação, os especialistas sugerem «programas de monitorização de parasitas, vectores e roedores, associados a programas de vigilância epidemiológica». A população (e também os turistas) e os profissionais de saúde deverão ser objecto de acções de formação, para que não esqueçam, por exemplo, o papel que podem desempenhar os animais de estimação na contaminação dos humanos. O trabalho de José Manuel Calheiros tinha por objectivo avaliar os impactos potenciais, das alterações climáticas, sobre os níveis de conforto térmico e doenças infecciosas nos distritos turísticos mais populares, como Lisboa, Porto e Faro.Fonte: Jornal de Notícias

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