Aptidão para a música pode ser genética

Estudo publicado no “Journal of Human Genetics”

09 março 2011
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Num estudo inédito, publicado no “Journal of Human Genetics”, cientistas finlandeses verificaram uma associação entre um gene e o gosto de ouvir música.

 

A música é transversal a todas as culturas. Estudos anteriores também detectaram semelhanças entre as canções dos humanos e as dos animais: ambos as utilizam para transmitir mensagens e estados de espírito. Nos humanos, muitas músicas servem para aproximar membros, por exemplo, as canções de embalar que os pais cantam às crianças, ou os grupos musicais que aumentam a coesão entre os indivíduos. 

 

Este estudo, realizado por investigadores da Universidade de Helsínquia, reuniu 437 pessoas com idades entre os 8 e os 93 anos, membros de 31 famílias finlandesas. Deste total, alguns tinham formação musical, uns eram profissionais, outros amadores e outros ainda não tinham qualquer formação na área.

 

Para a investigação, os cientistas definiram os participantes quanto aos hábitos de ouvir música: “activos”, como os que ouviam música com muita atenção e iam a concertos, e os “passivos”, os que ouviam música de fundo como complemento de outra actividade. Todos foram testados quanto à aptidão musical e submetidos a recolha de amostras de ADN.

 

De acordo com os resultados, apresentados em comunicado de imprensa, os autores do estudo referem uma ligação entre os que ouviam música activamente e a presença do gene AVPR1A, que afecta a comunicação social e as ligações emocionais no homem e noutras espécies.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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