Aprovado primeiro ensaio clínico para tratamento da paralisia cerebral com células estaminais

Estudo irá ser conduzido por investigadores do Medical College of Georgia

15 fevereiro 2010
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O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o primeiro ensaio clínico controlado com o objectivo de determinar se uma infusão de células estaminais do sangue do cordão umbilical pode melhorar a qualidade de vida das crianças com paralisia cerebral.

 

A paralisia cerebral, causada por uma lesão cerebral ou falta de oxigénio no cérebro antes do nascimento ou durante os primeiros anos de vida, pode afectar o movimento, aprendizagem, audição, visão e capacidades cognitivas. De acordo com o Centers for Disease Control, 2 a 3 crianças em cada mil são afectadas por esta doença.

 

Segundo o líder da investigação, James Carroll, do Medical College of Georgia, nos EUA, estudos prévios realizados em animais tinham indicado que as células estaminais contribuíam para a recuperação das células danificadas do cérebro e substituíam aquelas que tinham morrido.

 

Por outro lado, estudos anteriores também já tinham demonstrado uma melhoria significativa nas crianças com paralisia cerebral três meses após a primeira infusão de sangue do cordão umbilical.

 

Para este estudo, 40 crianças com uma idade compreendida entre os 2 e os doze anos irão ser submetidas a um exame neurológico. Seguidamente, metade dos participantes receberá uma infusão do seu próprio sangue do cordão umbilical, enquanto à outra metade irá ser administrado um placebo. Três meses depois, as crianças voltarão ser avaliadas sem que os médicos saibam que crianças receberam a infusão das células estaminais. Numa fase posterior, as crianças pertencentes ao grupo de controlo também irão receber a infusão.

 

Periodicamente, os investigadores vão avaliar as capacidades motoras e o desenvolvimento neurológico das crianças.

 

Em comunicado de imprensa, James Carroll afirma que “Embora já várias terapias que envolvem o uso de células estaminais do cordão umbilical tenham sido utilizadas com sucesso nos últimos vinte anos, este estudo é inovador no que diz respeito ao desenvolvimento de terapias para os danos cerebrais – uma condição que não tem cura actualmente”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

 

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