Aprender línguas estimula cérebro

E quanto mais pequenino, melhor

02 novembro 2004
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 Aprender uma segunda língua estimula o desenvolvimento do cérebro, de acordo com um estudo realizado em Londres.Investigadores do University College London estudaram os cérebros de 105 pessoas, incluindo 80 bilingues.Os cientistas concluíram que aprender outras línguas altera a massa cinzenta (a área do cérebro que processa informação) da mesma maneira que os exercícios físicos aumentam os músculos.Pessoas que aprenderam uma segunda língua muito jovens também têm mais probabilidades de ter massa cinzenta mais desenvolvida do que as que aprenderam mais tarde.Já era sabido que o cérebro tem a capacidade de mudar a sua estrutura como resultado de estimulação – um efeito conhecido como plasticidade – mas a investigação demonstra como aprender línguas o desenvolve.A equipa observou os cérebros de 25 britânicos que não falam uma segunda língua, 25 pessoas que tinham aprendido outra língua europeia antes dos cinco anos, e 33 bilingues que aprenderam uma nova língua entre os 10 e os 15 anos.As imagens revelaram que a densidade da massa cinzenta no córtex parietal inferior esquerdo do cérebro é maior em bilingues do que naqueles que não sabem uma segunda língua. O efeito foi notado mais particularmente em «jovens» bilingues, de acordo com o estudo publicado na revista Nature.As descobertas foram reproduzidas em num estudo com 22 italianos que aprenderam inglês entre as idades de dois e 34 anos.Andrea Mechelli, chefe da equipa de investigação do Instituto de Neurologia da UCL, disse que as descobertas explicam as razões pelas quais as pessoas mais jovens acham mais fácil aprender uma segunda língua. «Significa que quem aprende mais tarde não vai ser tão fluente quanto os que aprenderam enquanto jovens», disse.Mas o Centro Nacional para Linguagem (Cilt) lança dúvidas sobre o facto de ser mais fácil aprender uma língua cedo. «Há visões conflituosas sobre o impacto comparativo da aprendizagem de uma língua em diferentes faixas etárias».Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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