Apneia do sono: metade dos pacientes não estão diagnosticados

Doença também afeta crianças em idade escolar

18 março 2012
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Cerca de metade dos portugueses que sofrem de apneia do sono, patologia que aumenta o risco de problemas cardiovasculares, não têm a doença diagnosticada, de acordo com a Associação Portuguesa de Sono (APS).

 

“Muitas vezes, os sintomas não são valorizados, as pessoas pensam que ressonar é normal”, revelou a presidente da APS, Marta Gonçalves, à agência Lusa.

 

Estima-se que a síndrome da apneia do sono atinja cerca de cinco por cento dos portugueses e o ressonar intenso "é um dos primeiros sinais de alerta”, a que se juntam outros como a sensação de noite mal dormida, cansaço, sonolência, ansiedade e dificuldades de concentração e memória – é referido numa nota de imprensa.

 

De acordo com Marta Gonçalves, a ventilação “é o tratamento de eleição nas situações mais acentuadas de apneia do sono”. Segundo a médica pediatria Maria Helena Estêvão, a apneia do sono também afeta as crianças, estimando-se que 1 a 3% das crianças em idade escolar sofram desta patologia.

 

Tal como nos adultos, o primeiro e mais frequente sinal de alerta é o ressonar, acompanhado de um sono agitado. Mais tarde, surgem outras manifestações diurnas como dificuldades em acordar, dores de cabeça matinais, mau humor, hiperatividade e, nas crianças mais velhas, dificuldades de aprendizagem.

 

“Quanto mais tardio for o tratamento da apneia, maior é a probabilidade de algumas alterações se tornarem irreversíveis”, alerta a médica do Hospital Pediátrico de Coimbra.

 

De acordo com a presidente da APS, a insónia é a perturbação do sono mais frequente na população portuguesa, atingindo 17 a 18% das pessoas.

 

“É natural que em alturas de crise, haja mais depressão e ansiedade, que não são muito favoráveis ao sono”, adiantou a psiquiatra à agência Lusa.

 

A médica aconselha as pessoas “a tentarem deixar, nas 24 horas do dia, o tempo necessário para o sono, uma função essencial para o bem-estar físico”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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