Aplicação para telemóveis poderá ajudar na prevenção do cancro

Trabalho desenvolvido por um investigador português

06 junho 2014
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Um investigador português Unidade de Prevenção de Cancro do IPATIMUP está a desenvolver uma aplicação para telemóveis que induz as pessoas a adotarem hábitos saudáveis e pretende assim ajudar na prevenção do cancro.
 

Em declarações à Lusa, depois de apresentar o conceito de "HAPPY" - Health Awareness and Prevention Personalized for You, Nuno Ribeiro explicou que a ideia de prevenção de cancro no telemóvel é "ter uma aplicação que vai enviando mensagens personalizadas adaptadas ao perfil e contexto da pessoa e que vão tentando induzir comportamentos mais adequados, em detrimento dos comportamentos que se reportam à aplicação e que não são tão bons".
 

O investigador baseou-se no conhecido modelo de Mudança Comportamental de Fogg, um psicólogo que estuda como a tecnologia pode ser usada para mudar o comportamento humano na nova ciência chamada Captologia.
 

Nuno Ribeiro explicou que o modelo defende que o comportamento das pessoas depende fundamentalmente de três fatores: a motivação, capacidade e ativadores, "que são uma espécie de lembrete".
 

"Quando a pessoa estiver no supermercado e receber uma mensagem que diz: compre fruta para ter em casa e mais tarde poder consumi-la, essa é uma boa forma de aumentar a sua capacidade, ou seja, de fazer com que a pessoa coma fruta", exemplificou.
 

 

O utilizador pode introduzir dados pessoais sobre as suas características num processo contínuo, pelo que "esta evolução vai influenciar as mensagens personalizadas que vão sendo enviadas à pessoa" como, por exemplo, quando lhe for sugerido fazer exercício físico.

"Se a pessoa ainda assim continuar a não realizar os exercícios físicos, vão ser enviadas mais mensagens que vão tentar criar motivação", sendo que uma delas, poderá, por hipótese, dizer no dia anterior àquele em que o indivíduo tiver que praticar exercícios: "amanhã ponha a roupa de exercício físico. Isso é um elemento simples, mas que vai facilitar a pessoa a ter este mesmo comportamento. É um estímulo que se pode dar", afirmou Nuno Ribeiro.

 

Nuno Ribeiro pretende atingir um público-alvo dos 18 aos 35 anos, que poderá começar a usar a aplicação no máximo dentro de um ano.
A escolha deste grupo deveu-se ao facto de ser o que mais adere ao mercado de 'Smartphones' comparativamente às restantes faixas etárias e por serem o grupo ainda na idade "em que a prevenção de cancro significa muito em termos biológicos", podendo ter "muita influência no tipo de doenças que vão desenvolver mais tarde, por volta de 50 anos".

 

O investigador prevê que dentro de um ano o projeto esteja pronto, assegurando que este "será gratuito" por se tratar de um projeto académico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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