Aplicação móvel poderá ajudar a perder peso

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

28 dezembro 2012
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Uma aplicação móvel para acompanhar pessoas que tentam emagrecer poderá ser um sucesso, quando aliada a um programa convencional de perda de peso, revela um estudo conduzido pela Northwestern University Feinberg School of Medicine, nos EUA. No entanto, esta tecnologia requer a participação regular em aulas de nutrição e exercício físico para surtir o efeito desejado.
 

Publicado nos “Archives of Internal Medicine”, este estudo foi o primeiro a demonstrar que a tecnologia aliada a um programa existente de emagrecimento pode conduzir a uma perda de peso sustentada. Através da tecnologia, as pessoas podem relatar o seu progresso e receber “coaching” entre as visitas efetuadas à clínica.


Bonnie Spring, investigador principal neste estudo e professor de medicina preventiva na Northwestern University Feinberg School of Medicine, considera que “esta aplicação é importante porque ajuda as pessoas a regular os seus comportamentos, algo muito difícil de fazer”. A maioria das pessoas não faz ideia de quantas calorias consome e da quantidade de exercício físico que pratica. Esta aplicação oferece este tipo de feedback e ajuda as pessoas a tomarem decisões acertadas”.


As aplicações comercializadas não são normalmente baseadas em factos ou submetidas a testes rigorosos à sua eficácia. A tecnologia Northwestern foi baseada em técnicas de mudança comportamental validadas, incluindo a automonitorização, estabelecimento de metas, feedback e apoio social.


O estudo contou com a participação de 69 pessoas com excesso de peso e obesas, que perfaziam uma média de 58 anos. Os participantes foram submetidos a um programa de perda de peso ou a um programa de perda de peso conjuntamente com uma aplicação móvel, durante o período de um ano.


As pessoas que utilizaram a tecnologia móvel e participaram em 80% das sessões de educação para a saúde perderam uma média de quase 7kg e mantiveram essa perda durante um ano. Os participantes com a aplicação móvel, mas que não participaram nas aulas perderam cerca de 4kg. Os participantes que apenas participaram nas aulas não perderam peso.
 

Os participantes que eram de uma classe etária mais avançada e que não possuíam experiência prévia de tecnologia móvel, conseguiram facilmente aprender a manipular a aplicação, demonstrando que as pessoas mais velhas estão abertas às intervenções tecnológicas.
 

Um dos grandes desafios no tratamento da obesidade consiste na necessidade de se oferecer um tratamento comportamental intensivo num sistema de saúde em que os médicos não têm tempo nem formação para o fazerem.
 

“Esta abordagem capacita os pacientes a ajudarem-se a si próprios diariamente”, defende Bonnie Spring. “Podemos ajudar as pessoas a perder quantidades consideráveis de peso e a manter essa perda. Para tal, só precisamos de as incentivar a vigiar a sua própria alimentação e atividade, aprender de que forma isso determina o peso e a tirar o melhor partido do apoio social”, conclui.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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