Aplicação móvel ajuda a recuperar do jet-lag

Estudo publicado na revista “PLOS Computational Biology”

15 abril 2014
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Investigadores americanos desenvolveram uma aplicação móvel que poderá ajudar as pessoas que viajam entre fusos horários a adaptarem os seus relógios internos mais eficaz e rapidamente, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Computational Biology”.
 

Quando as pessoas atravessam alguns fusos horários tendem a sentirem-se cansadas e confusas, o chamado jet lag. O padrão do sono é também alterado, tendo este tipo de interrupção vindo a ser associado ao desenvolvimento da depressão, determinados tipos de cancro, doença cardíaca e diabetes.
 

Contudo, os investigadores da Universidade de Michigan, nos EUA, defendem que o jet lag é “um problema matemático” que pode ser ultrapassado com esta nova aplicação denominada por Entrain.
 

O Entrain ajuda a regular o relógio interno do corpo através de horários de luz e escuridão adaptados a cada indivíduo. A aplicação permite saber quando se deve estar exposto à uma maior intensidade de luz ou a um ambiente escuro. A aplicação calcula os horários de luz através da utilização de dois modelos matemáticos, os quais demonstraram descrever com precisão o ritmo circadiano nos humanos. Estas equações conjuntamente com uma técnica, denominada por teoria de controlo ótimo, são capazes de calcular horários de ajuste ideal para mais de mil viagens possíveis.
 

Para que a aplicação forneça aos utilizadores estes horários, é primeiro necessário introduzir as horas de luz e escuridão na zona onde as pessoas se encontram, seguidamente selecionar o fuso horário para onde e quando vão viajar. É ainda necessário ter informações sobre a luz mais intensa e o tempo mais longo a que o utilizador vai estar exposto durante a viagem. A aplicação desenha um plano especializado e prevê o tempo que o utilizador vai demorar a se ajustar.
 

Utilizando como exemplo uma viagem de Detroit, nos EUA, com partida às 22h00 e chegada a Londres, no Reino Unido, às 11h05, de acordo com os investigadores no dia a seguir à chegada a pessoa necessita de estar exposta à luz do dia desde as 7h40 até às 21h00. No dia seguinte das 6h20 às 19h40 e no terceiro dia das 5h00 às 7h20. Desta forma o relógio interno vai-se reajustar mais facilmente.
 

Na opinião dos autores do estudo, esta aplicação poderá ajudar não só os indivíduos que fazem viagens de longo curso, de negócios ou lazer, como também ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pilotos e comissários de bordo, bem como os indivíduos que trabalham por turnos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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