Apenas 10% dos incontinentes urinários recorrem a ajuda médica

Dados da Associação Portuguesa de Urologia

16 março 2011
  |  Partilhar:

Apenas 10% dos 600 mil portugueses, na sua maioria mulheres, que sofrem de incontinência urinária recorrem a ajuda médica, segundo dados da Associação Portuguesa de Urologia (APU) apresentados pela agência Lusa.

 

De acordo com a APU, “estudos realizados na população portuguesa apontam para a existência de 600 mil incontinentes nos diferentes segmentos etários”. As mulheres portuguesas são as mais afectadas por esta doença (40%), sendo que no grupo etário entre os 45 e os 65 anos a proporção de casos de incontinência urinária é de três mulheres para cada homem.

 

Citado pela agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Neuro-Urologia e Uro-Ginecologia, Paulo Dinis, alerta para o facto de “a percentagem de doentes que recorrem ao médico por problemas de incontinência comparada com a percentagem dos que se automedicam ou auto-protegem é de apenas 10%, o que é grave”.

 

“Hoje dispomos de armas terapêuticas capazes de curar ou controlar a maior parte das situações. Por este motivo os doentes devem procurar ajuda e perceber que a incontinência urinária corresponde a uma situação clínica com tratamento, sobretudo se abordada na fase inicial”, defende o especialista.

 

A Semana da Incontinência Urinária, que afecta mais de 60 milhões de pessoas em todo o mundo, arrancou segunda-feira e prossegue até ao dia 21 de Março.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.