Apego a bens materiais ligado a falta de auto-estima

Trabalho publicado no Journal of Consumer Research

24 dezembro 2006
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Investigadores norte-americanos realizaram um estudo para determinar como o gosto por bens materiais, como roupas de marca e dispendiosos equipamentos electrónicos, surge e evolui nos jovens - um assunto que costuma ressurgir nesta época de Festas.
 

 

O desejo por bens de consumo "sempre interessou os investigadores, mas os estudos centram-se, sobretudo, nos adultos e não nas crianças", explicou Lan Nguyen Chaplin, professor de Marketing na University of Illinois College of Business, EUA.
 

 

Para estudar o fenómeno do consumismo na juventude, Chaplin e Deborah Roedder John, da University of Minnesota, analisaram três faixas etárias: 8 a 9 anos, 12 a 13 anos e 16 a 18 anos.
 

 

O estudo mostrou que o apego a bens materiais - como ursinhos de peluche, dinheiro, material desportivo - cresce em relação à valorização de bens imateriais - como estar com os amigos, ter sucesso nos desportos e ajudar os outros - entre as faixas de 8-9 anos e 12-13 anos, mas cai dos 12-13 para os 16-18.
 

 

Num segundo estudo, os investigadores determinaram que a auto-estima é um factor essencial no apego aos bens materiais: Crianças com baixa auto-estima valorizam as suas posses muito mais que as crianças com alta auto-estima.
 

 

Além disso, os valores consumistas do início da adolescência relacionam-se directamente a uma "grave queda da auto-estima que ocorre entre os 12-13 anos".
 

 

MNI- Médicos Na Internet
 

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