Aparelho circulatório mata menos mas há mais internamentos por doenças do coração

Dados do relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares

03 outubro 2017
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Apesar de as doenças do aparelho circulatório continuarem a ser a principal causa de morte em Portugal, esta mortalidade diminuiu 4,1% entre 2011 e 2015, apurou a agência Lusa.
 
Por outro lado, segundo o relatório do Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares, os internamentos por doenças do coração aumentaram 26% e a mortalidade por Doença Isquémica Cardíaca manteve-se alterada, com um agravamento da mortalidade prematura (abaixo dos 70 anos).
 
Para os autores do documento, este resultado está “em clara dissonância com os restantes indicadores”, pelo que “deverá constituir um sinal de alerta e reforçar a necessidade de manter esta patologia dentro das prioridades de atuação dos diferentes intervenientes assistenciais”.
 
Um indicador positivo do relatório é que se morre cada vez menos por doenças do aparelho circulatório (menos 4,1% entre 2011 e 2015), tendo-se registado uma “grande redução de mortalidade ocorrida nas doenças cerebrovasculares (19,7%) e em particular no acidente vascular cerebral isquémico, abaixo dos 70 anos (redução de 39%).
 
O resultado “superou a meta estabelecida, que se deve a um conjunto de fatores”, dos quais os autores destacam “o contributo da introdução na prática clínica dos novos anticoagulantes não dicumarínicos (NOC) como terapêutica anti trombótica da fibrilação auricular, bem como a consolidação da atividade de múltiplas unidades de AVC”.
 
Em 2015, morreram 1.834 pessoas devido a um AVC hemorrágico (causado pelo rebentamento de um vaso sanguíneo que provoca uma hemorragia no cérebro) e 4.598 por AVC isquémico (provocado por um coágulo que bloqueia a artéria que leva o sangue ao cérebro).
 
As doenças cerebrovasculares continuam a atingir mortalmente mais homens (49,7 por 100.000 habitantes) que mulheres (43 por 100.000 habitantes).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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