Aparecimento de metástases: proteína envolvida foi identificada

Estudo publicado em “The Journal of Biological Chemistry”

16 abril 2013
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Investigadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram o papel de uma proteína no aparecimento de metástases, dá conta um estudo publicado em “The Journal of Biological Chemistry”.
 

O estudo divulgado pela agência noticiosa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) refere que assim como os tecidos e órgãos humanos, os tumores são formados por agrupamentos de células que aderem e interagem umas com as outras.
 

Se a adesão e a interação entre as células de tumores for fraca, maior é a probabilidade de elas se soltarem e migrarem para outros órgãos e tecidos, dando origem à metástase (propagação de um cancro).
 

A notícia à qual a agência Lusa teve acesso dá conta que os investigadores do Centro de Hematologia e Hemoterapia da Unicamp e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia do Sangue, apoiado pela FAPESP, desvendaram o papel desempenhado por uma proteína, a ARHGAP21, nesses processos de adesão e migração celular.
 

Estes resultados poderão contribuir para o desenvolvimento de técnicas que possibilitem bloquear essa proteína nas células dos tumores para impedir o surgimento de metástases.
 

“O grande problema de um tumor é a metástase. Se conseguirmos bloqueá-la, será possível impedir a propagação de células do cancro para outros órgãos e aumentar as possibilidades de cura”, explicou uma das autoras do estudo, Karin Barcellos.
 

A investigadora lembrou que a ARHGAP21 já tinha sido sequenciada. Contudo, ainda não se sabia qual era o papel desempenhado pela proteína nas células. Foi verificado que na ausência da ARHGAP21 as células tumorais não migravam.
 

Através de um novo projeto científico, também apoiado pela FAPESP e coordenado pela professora Sara Saad, os investigadores pretendem agora realizar experiências em ratinhos com células cancerígenas que não expressam a ARHGAP21.
 

“Será muito importante testarmos isso agora em ratinhos e ver se funciona, para avaliar a possibilidade de utilizar a técnica em humanos para bloquear metástases”, disse Karin Barcellos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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