António Coutinho entre os 100 investigadores de topo em Imunologia

Português na lista dos investigadores mais citados

09 janeiro 2002
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O professor António Coutinho, director do Instituto Gulbenkian de Ciência, está entre os 100 investigadores de Imunologia mais influentes do mundo, de acordo com o Institute for Scientific Information (ISI).
 

 

Este Instituto (http://isihighlycited.com) analisa as citações a todos os artigos das publicações científicas internacionais.
 

 

Tomando como critério o número de citações aos seus trabalhos ao longo dos últimos vinte anos, o ISI estabeleceu o impacto mundial das contribuições de cada cientista para o progresso das diferentes áreas de investigação científica.
 

 

O ISI publicou o ranking dos 100 cientistas mais influentes do mundo ao longo dos últimos vinte anos em áreas como a Imunologia, Neurociências, Microbiologia, Biologia Molecular e Genética, Biologia e Bioquímica, Farmacologia, Química, Física e Engenharia.
 

 

António Coutinho é o único português presente no ranking, que abarca um universo de mais de cinco milhões de autores científicos.
 

 

O investigador aceitou em 1998 o cargo de Director do Instituto Gulbenkian de Ciência com a missão de o reestruturar e promover um novo modelo temático e organizativo.
 

Percurso
 

 

 

Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (1970) e doutorado em Microbiologia Médica pelo Instituto Karolinska de Estocolmo (1974), é ainda professor no Instituto Pasteur, em Paris (em licença), Director de Investigação de 1a Classe no CNRS (França) e Director do Laboratoire Européen Associé CNRS Génétique et Dévéloppement de la Tolérance Naturelle.
 

 

António Coutinho é autor de mais de 400 artigos científicos e tem mantido intensa actividade de conferencista na Europa, Estados Unidos da América, Japão e América Latina, tendo sido Professor Visitante em várias Universidades e Institutos europeus (Instituto Karolinska, Universidade de Estocolmo, Universidade de Umea, Universidade Autónoma de Madrid, Universidade de Pierre et Marie Curie de Paris) e americanos (MIT, Universidade de S. Paulo), recentemente também no contexto das Cátedras Gulbenkian em Biologia das Universidades Federais do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, no Brasil.
 

 

A sua actividade científica foi repetidamente premiada:
 

Fernstromska Priset, Suécia (1981), FEBS Anniversary Prize (1982), Prémio Gulbenkian de Ciência e Tecnologia (1987), Prix Behring- Metchnikoff, França (1990) e Prix Lacassagne du College de France (1995).
 

 

O cientista recebeu ainda outras distinções internacionais, como a Ordem do Cruzeiro do Sul, Brasil (2000), e é Cavaleiro da Legião de Honra (França).
 

 

Fonte: Lusa
 

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