Antiviral injectado salva paciente imunodeprimida com gripe A

Estudo de caso publicado na revista “Lancet”

07 setembro 2009
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Um estudo de caso divulgado na semana passada na revista “Lancet” revela que uma jovem britânica com problemas no sistema imunitário decorrentes de quimioterapia sobreviveu à gripe A (H1N1) após receber o antiviral Relenza por via intravenosa.

 

A jovem, de 22 anos, que estava a realizar tratamento quimioterápico contra um linfoma de Hodgkin, deu entrada, no dia 8 de Julho, nos cuidados intensivos do hospital University College, em Londres, com gripe A.

 

À data, a paciente sofria de insuficiência respiratória grave, com acumulação de líquido nos pulmões, e não respondia ao tratamento antiviral com o Tamiflu nem aos antibióticos de largo espectro. Após três dias de internamento, o seu estado de saúde agravou-se, tendo os médicos decidido substituir o Tamiflu pelo Relenza, via oral, mas o quadro clínico manteve-se grave.

 

Após 16 dias de internamento, e com a jovem em estado crítico, os especialistas decidiram administrar o Relenza por via intravenosa. Também iniciaram um tratamento com corticóides para tratar a inflamação pulmonar.

 

A carga viral baixou em 48 horas e a jovem sobreviveu sem sequelas. Na “Lancet”, os médicos referem que “apesar de este ser um caso único, no qual a relação causa-efeito não pôde ser confirmada, a melhoria do estado clínico após a administração intravenosa do Relenza incita a investigações mais profundas”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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