Antipsicóticos são mais eficazes contra episódios maníacos

Estudo publicado na revista “Lancet”

14 setembro 2011
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Os medicamentos antipsicóticos são mais eficazes do que os estabilizadores do humor na abordagem dos episódios maníacos agudos, aponta um estudo publicado na revista “Lancet”.

 

Os investigadores também avaliaram os fármacos antipsicóticos de acordo com a sua eficácia, e demonstraram que três deles: haloperidol, risperidona e olanzapina superaram a eficácia de outros tratamentos.

 

Dado as directrizes actuais não fazerem qualquer distinção entre medicamentos, estes dados podem fornecer orientações clínicas úteis, avançam os coordenadores do estudo,  Andrea Cipriani, da Universidade de Verona (Itália) e John Geddes, da Universidade Oxford (Reino Unido).

 

O episódio maníaco, que é definido como um estado de ânimo anormal e excessivamente elevado, afecta aproximadamente 1% da população; tende a alternar com depressão, e define o diagnóstico de transtorno bipolar.

 

Cipriani e seus colegas analisaram os resultados de 68 ensaios clínicos controlados aleatoriamente (16.073 participantes), entre Janeiro 1980 e Novembro de 2010, comparando os fármacos mais comuns utilizados no tratamento da mania aguda em adultos.

 

Os investigadores observaram que o haloperidol, olanzapina e risperidona foram os antimaníacos mais eficazes, e que o haloperidol apresentou o maior índice de diferenças significativas, demonstrando ser mais eficaz do que o aripiprazol, asenapina, carbamazepina, valproato, gabapentina , lamotrigina, lítio, quetiapina, topiramato, e ziprasidona. A risperidona, olanzapina e quetiapina proporcionaram a continuação do tratamento e provaram ser melhores do que muitos estabilizadores de humor como o lítio, lamotrigina, topiramato e gabapentina.

 

Segundo os autores, "estes resultados têm implicações potenciais a serem consideradas no desenvolvimento de directrizes da prática clínica. Alguns medicamentos antipsicóticos em geral, são significativamente mais eficazes do que os estabilizadores do humor, no entanto, todas as declarações que comparam os méritos de um medicamento em relação a outro devem ser ponderados por tendências potenciais e as diferenças que resultam da escolha de doses e pacientes". Os autores concluíram, afirmando que os seus resultados "enfatizam a necessidade de novos tratamentos que tenham maior eficácia e aceitabilidade".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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