Antipsicóticos aumentam risco de diabetes em crianças e adolescentes

Estudo publicado no “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”

04 setembro 2014
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As crianças e adolescentes diagnosticadas com doenças psiquiátricas apresentam um risco de desenvolvimento de diabetes se forem expostos a antipsicóticos, defende um estudo publicado no “Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry”.
 

Para o estudo, os investigadores do Hospital Universitário de Aalborg, na Dinamarca, analisaram dados relativos a 48.299 crianças e adolescentes com doenças psiquiátricas, para documentar a frequência e possíveis fatores preditivos da diabetes tipo 2, definida pelo tratamento com fármacos antidiabéticos.
 

O estudo apurou que o risco absoluto de diabetes nos adolescentes com doença psiquiátrica e expostos a fármacos antipsicóticos era de aproximadamente 0,72% comparativamente com os 0,27% daqueles que não eram expostos a este tipo de fármacos. Verificou-se especificamente que o sexo feminino e a exposição a antipsicóticos aumentavam o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Contudo, o tipo de diagnóstico psiquiátrico não estava associado ao desenvolvimento da diabetes.
 

Estes resultados chamam assim a atenção para a frequente utilização de antipsicóticos para doenças não psicóticas, e para condições que não necessitam deste tipo de tratamento, como é o caso de distúrbios de comportamento disruptivo, cuja primeira abordagem terapêutica deve incluir opções não farmacológicas.
 

Adicionalmente, a monitorização cardiometabólica, incluindo a medição de glucose em jejum, bem como a hemoglobina A1C deveria ser incluída na prescrição de antipsicóticos nas crianças e adolescentes.
 

“O uso de antipsicóticos pode ser necessário para o tratamento de algumas doenças psiquiátricas diagnosticadas em crianças e adolescentes. Este estudo chama a atenção para a importância da adoção das diretrizes atuais que defendem que estes fármacos apenas devem ser utilizados nas crianças e adolescentes, quando as outras opções de tratamentos seguras forem completamente esgotadas”, conclui o líder do estudo, René Ernst Nielsen.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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