Antioxidantes em excesso poderão ser prejudiciais

Estudo publicado na “Journal of Physiology”

24 julho 2013
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O resveratrol, um composto antioxidante presente nas uvas pretas, afinal bloqueia muitos dos benefícios cardiovasculares do exercício físico nos homens de idade mais avançada.
 

Esta é a surpreendente conclusão de um estudo conduzido pela Universidade de Copenhaga na Dinamarca, publicado recentemente, e que vem demonstrar que algo bom em excesso, como antioxidantes na nossa dieta alimentar, pode ser nocivo.
 

O resveratrol é considerado um possível composto antienvelhecimento encontrado em alguns alimentos, tais como uvas, e está disponível como suplemento alimentar. Muito tem sido dito sobre as virtudes de se incluir vinho tinto e outros alimentos para beneficiar a saúde cardiovascular.
 

No entanto, este estudo vem dizer o contrário, ao afirmar que uma dieta rica em antioxidantes poderá efetivamente cortar os efeitos benefícios do exercício físico, como a redução da hipertensão arterial e colesterol. Em homens mais velhos, e estudo revelou que os efeitos foram opostos aos esperados.
 

No estudo participaram 27 homens de 65 anos, saudáveis e fisicamente inativos, que foram acompanhados durante um período de oito semanas. Durante esse período de tempo, os participantes praticaram exercício físico de alta intensidade, tendo metade do grupo recebido 250mg diários de resveratrol e o resto do grupo um placebo.
 

Verificou-se que, apesar do exercício físico se ter revelado altamente benéfico em termos cardiovasculares, o resveratrol cortava esse efeito em homens de idade mais avançada. Segundo Ylva Hellsten, líder deste projeto, “ficámos surpreendidos ao descobrir que a suplementação com resveratrol em homens de idade avançada cortava os efeitos positivos do exercício físico em diversos parâmetros da saúde cardiovascular, em parte porque os nossos resultados contradizem descobertas de estudos em animais”.
 

É de salientar que os estudos conduzidos em animais envolveram quantidades de resveratrol muito inferiores às administradas aos participantes (humanos) neste estudo. No entanto, os resultados deste estudo vêm questionar a verdadeira eficiência dos antioxidantes nos seres humanos.
 

Relativamente aos resultados deste estudo Michael Joyner, da Mayo Clinic, EUA, comenta que “este estudo demonstra a necessidade contínua de realizarmos estudos mecanicistas em seres humanos. Os estudos em seres humanos muito frequentemente baseiam-se em resultados de larga escala e em ensaios clínicos e não em perceber-se a biologia básica na forma como nos adaptámos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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