Antidiabético pode reduzir risco de doença de Parkinson

Estudo publicado na revista “PLOS Medicine”

24 julho 2015
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Um tipo de fármaco utilizado no tratamento da diabetes pode reduzir o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Medicine”.
 

As gliatzonas são um tipo de fármaco que ativam o recetor PPARγ, que pode ser encontrado nas células de diferentes órgãos. A ativação do recetor PPARγ pelas gliatzonas conduz à redução da resistência à insulina, que tem sido útil no tratamento dos indivíduos com diabetes.
 

Apesar de os potenciais benefícios das gliatzonas na doença de Parkinson terem sido previamente demonstrados em estudos in vivo e in vitro, os investigadores acreditam que este é o primeiro estudo que mostra a associação entre a toma de gliatzonas e a incidência da doença de Parkinson.  
 

Para o estudo, os investigadores, liderados pelos investigadores da Escola de Medicina e Higiene Tropical de Londres, contaram com a participação de mais de 160 mil indivíduos com diabetes no Reino Unido. Foram utilizados os registos eletrónicos de saúde para associar 44.597 utilizadores de gliatzonas a 120.273 indivíduos que tomavam outro tipo de antidiabéticos. Os pacientes foram acompanhados desde 1999, quando as gliatzonas começaram a ser utilizadas no tratamento da diabetes, até 2013, de forma a determinar quantos tinham sido diagnosticados com doença de Parkinson durante aquele período.
 

O estudo apurou que havia uma redução de 28% na incidência da doença de Parkinson entre os pacientes que tomavam gliatzonas (rosiglitazona ou pioglitazona), comparativamente com aqueles que tomavam outros tipos de antidiabéticos. Os fatores de risco associados à doença de Parkinson não tiveram impacto nos resultados.
 

“Ouvimos frequentemente falar dos efeitos secundários dos medicamentos, mas por vezes estes também podem ter efeitos benéficos inesperados”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ian Douglas.
 

“Os nossos resultados sugerem que os tratamentos que ativam o recetor PPARγ da mesma forma que as gliatzonas podem ser alvos promissores em estudos futuros. Apesar de o nosso estudo apenas ter analisado pessoas com diabetes, acreditamos que o efeito protetor das gliatzonas também possa ser observado nos indivíduos sem diabetes”, conclui uma autora do estudo, Ruth Brauer.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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