Antidiabético pode proteger contra rigidez arterial?

Estudo publicado na revista “Cardiovascular Diabetology”

23 agosto 2016
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Um fármaco utilizado no tratamento da diabetes poderá fornecer proteção contra a rigidez arterial, dá com um estudo publicado na revista “Cardiovascular Diabetology”.
 

Na opinião de Vincent DeMarco, o líder do estudo, o consumo generalizado e excessivo da dieta ocidental, rica em gorduras e açúcares refinados, é um fator que contribui para a epidemia da obesidade e da diabetes em todo o mundo.
 

Estudos anteriores realizados pelos investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Missouri, nos EUA, já tinham indicado que os ratinhos fêmea alimentados com uma dieta maioritariamente ocidental não só aumentavam de peso, como apresentavam rigidez arterial consistente com as mulheres obesas.
 

Neste estudo, a mesma equipa de investigadores decidiu averiguar se a linagliptina, utilizada no tratamento da diabetes, tinha algum efeito na prevenção da rigidez vascular.
 

A linagliptina é um medicamento prescrito para diminuir os níveis de glucose no sangue dos pacientes com diabetes tipo 2 que bloqueia a enzima dipeptidil peptidase-4 ou DPP-4. Estudos anteriores tinham demonstrado que este inibidor também parecia fornecer proteção contra a inflamação vascular e stress oxidativo, duas condições associadas à rigidez arterial.
 

No estudo, os investigadores alimentaram 34 ratinhos fêmea com uma dieta normal ou uma dieta semelhante à ocidental ao longo de quatro meses. Um outro grupo de ratinhos foi alimentado com uma dieta ocidental que continha doses baixas de linagliptina. Foi utilizado um sistema de ultrassons concebido para avaliar a rigidez da principal artéria que fornece o sangue para o sistema circulatório, a aorta.
 

O estudo apurou que, na ausência da linagliptina, os ratinhos alimentados com uma dieta ocidental ganhavam peso e desenvolviam rigidez da aorta. Contudo, verificou-se que nos ratinhos alimentados com uma dieta ocidental conjuntamente com linagliptina houve uma prevenção quase total da rigidez da aorta, apesar de os animais terem ganho um peso semelhante.
 

“Com base nos resultados do nosso estudo, é tentador especular que a linagliptina poderá ter por alvo a rigidez arterial e reduzir o risco de doença cardiovascular”, referiu, em comunicado de imprensa, Vincent DeMarco.
 

O investigador acrescentou que, no entanto, é necessário obter resultados de ensaios clínicos para determinar se de facto a linagliptina pode ser utilizada no controlo da doença cardiovascular associada à obesidade.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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