Antidiabético pode ajudar na prevenção do cancro do fígado

Estudo publicado na revista “Cancer Prevention Research”

04 abril 2012
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A metformina, um fármaco habitualmente utilizado no tratamento da diabetes tipo 2, pode ajudar na prevenção do cancro do fígado primário que é muitas vezes fatal e está a aumentar no mundo inteiro, dá conta um estudo publicado no “Cancer Prevention Research”.

 

Os indivíduos com diabetes tipo 2 apresentam um risco duas a três vezes maior de desenvolver cancro do fígado primário. Em risco encontram-se também os indivíduos obesos, os com hepatite e os com fígado gordo não alcoólico.

 

A metformina é utilizada no tratamento do fígado gordo não alcoólico assim como na diabetes, estando atualmente a ser estudado a sua associação com a prevenção de vários cancro. Contudo, este é o primeiro estudo pré-clínico a focar-se no cancro do fígado. 

 

Neste estudo, os investigadores da University of Maryland, nos EUA, demonstraram que este fármaco impede, em modelos animais, o desenvolvimento de cancro do fígado primário. Os ratinhos tratados com metformina apresentaram tumores significativamente mais pequenos e em menor número do que os ratinhos do grupo de controlo.

 

“Com base nestes resultados, acreditamos que a metformina deveria ser avaliada como um agente preventivo para as pessoas consideradas de elevado risco. Muitos pacientes com diabetes estão a fazer este tipo de medicação, a qual apresenta poucos efeitos secundários”, revelou, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Geoffrey D. Girnun.

 

“Há muitos estudos epidemiológicos que associam a metformina com um menor risco de cancro do fígado, mas o nosso estudo é o primeiro a avaliar se este fármaco pode proteger contra a carcinogénese, não só apenas o crescimento e desenvolvimento do tumor, mas também a sua formação no fígado”, conclui o investigador.

 

"O carcinoma hepatocelular representa um sério risco para a saúde pública mundial. Com o aumento alarmante da obesidade, da diabetes tipo 2 e da hepatite B e C, há cada vez um maior número de pessoas em risco de desenvolver, no futuro, este tipo de cancro. Não só necessitamos de tratamentos mais eficazes, mas também formas de o prevenir. Estes resultados são assim um passo importante que nos pode ajudar na prevenção do cancro nas populações alvo”, acrescentou um dos professores da University of Maryland, Kevin J. Cullen.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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