Antidiabético aumenta risco de enfarte agudo do miocárdio

GlaxoSmithKline desmente esta associação

18 julho 2010
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O medicamento Avandia, utilizado no tratamento da diabetes tipo 2, aumenta o risco de enfarte agudo do miocárdio, afirma um painel de peritos que se reuniram a pedido da agência norte-americana do medicamento (FDA).

 

O FDA convocou o conselho consultivo de especialistas para ajudar a analisar os riscos do medicamento depois de uma antiga responsável deste organismo ter acusado o laboratório GlaxoSmithKline de ocultar informações sobre o aumento de risco cardíaco associado ao medicamento, que é vendido desde 1999.

 

Vários estudos de peritos do FDA publicados recentemente demonstram que o Avandia, que também é comercializado em Portugal, representa um maior risco de enfarte agudo do miocárdio e cerebral do que o Actos, do laboratório japonês Taketa, cuja substância activa é a pioglitazona, um anti-hiperglicémico da mesma categoria.

 

Contudo, após ter sido contactada pela agência Lusa, a GlaxoSmithKline remeteu para dois comunicados que publicou na sexta-feira, na sua página da internet, atestando a segurança do fármaco.

 

“Desde 2007 obtivemos resultados de seis ensaios clínicos controlados que testaram a segurança cardiovascular do Avandia e demonstram que o medicamento não aumenta o risco geral de ataque cardíaco, derrame ou morte”, revela o vice-presidente de Desenvolvimento Clínico da GlaxoSmithKline num dos comunicados.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A
 

 

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