Antidepressivos poderão ser mais prejudicais que benéficos

Estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”

30 abril 2012
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Os antidepressivos poderão apresentar mais efeitos prejudicais do que benéficos, dá conta um estudo publicado nos “Frontiers in Psychology”.

 

“Necessitámos de ser mais cautelosos quanto à utilização indiscriminada destes fármacos, dado que estes são prescritos, por ano, a milhões de pessoas e são tidos como seguros e eficazes”, revelou em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Paul Andrews.

 

Os antidepressivos são desenhados para aliviar os sintomas de depressão, aumentando os níveis de serotonina no cérebro, para regular o humor. A maioria da serotonina produzida pelo organismo, é utilizada para outros fins, incluindo a digestão, a formação de coágulos de sangue nas feridas, na reprodução e no desenvolvimento.

 

Após terem analisado os resultados obtidos em estudos anteriores, os investigadores da McMaster University, no Canadá, verificaram que os antidepressivos têm um efeito negativo sobre todos os processos habitualmente regulados pela serotonina. Assim, o estudo apurou que a toma destes fármacos aumenta o risco de desenvolvimento de problemas na infância; problemas a nível sexual; problemas gastrointestinais como diarreia, obstipação, indigestão e flatulência; hemorragias e maior risco de acidente vascular nos idosos.

 

Os investigadores reviram três estudos recentes que mostraram que os idosos que tomavam antidepressivos apresentavam um maior risco de morte, do que os que não tomavam este tipo de fármacos, mesmo tendo em conta outro tipo de variáveis importantes. A elevada taxa de mortalidade indica que o efeito global dos antidepressivos é mais prejudicial do que benéfico.

 

Milhões de pessoas tomam todos os anos antidepressivos e, embora as conclusões pareçam surpreendentes, o investigador diz que estes resultados já há muito que estão disponíveis e são evidentes.

 

A mesma equipa de investigação já tinha questionado a eficácia dos antidepressivos tendo verificado que há pacientes que têm recaídas após terem terminado os tratamentos. Assim, de acordo com Paul Andrews, é importante ter um olhar crítico sobre o uso continuado deste tipo de medicamentos.

 

“A forma como olhamos para este tipo de fármacos pode estar a mudar, pois estes apresentam um benefício mínimo e uma longa lista de efeitos negativos. A questão é saber se estes efeitos superam os benefícios”, conclui o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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