Antidepressivos podem não ser resposta para depressão com doença crónica

Estudo publicado na “JAMA”

09 novembro 2017
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O tratamento de pacientes deprimidos com doença renal crónica, através de fármacos antidepressivos não demonstrou eficácia, revelou um estudo recente.
 
O resultado deste estudo vem na sequência de outros estudos que tinham demonstrado que os antidepressivos comuns não se tinham revelado eficazes em pacientes com outras doenças crónicas como asma e insuficiência cardíaca congestiva.
 
Uma equipa de investigadores do Instituto do Cérebro Peter O’Donnell do Centro Clínico Southwestern da Universidade do Texas, EUA, considera que existe, atualmente, evidência suficiente que suporta uma alteração imediata na abordagem dos médicos à depressão em doentes com doenças médicas crónicas. 
 
Madhukar Trivedi autor principal do estudo avançou que “existe pouca justificação para prescrever um antidepressivo que não irá funcionar e que apenas causará efeitos secundários”. 
 
No estudo é mencionado que, por exemplo, quase metade dos norte-americanos sofre de uma doença crónica, sendo que muitos desses doentes têm também depressão grave, como mais de metade dos pacientes com Parkinson, 41% dos pacientes com cancro e mais de um quarto dos diabéticos. 
 
Os médicos e pacientes deveriam ter estes factos em consideração quando decidem o tratamento dos casos de depressão grave, considera Madhukar Trivedi. O especialista explica que ambos os lados devem perceber que os antidepressivos convencionais poderão não fazer efeito e estarem abertos a experimentarem outras estratégias.
 
O investigador cita assim vários tratamentos que já provaram a sua eficácia em pacientes que não responderam à primeira linha de tratamento, como cetamina, psicoterapia, terapia electroconvulsiva, neuromodulação com estimulação magnética e exercício físico.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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