Antidepressivos podem causar problemas do ritmo cardíaco

British Heart Foundation defende que não há motivo para alarme

01 fevereiro 2013
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A toma dos antidepressivos do tipo inibidores seletivos da recaptação da serotonina e a sua associação com um aumento do risco de anormalidades no ritmo cardíaco não deve ser motivo para alarme, defende a British Heart Foundation.
 

Um estudo publicado recentemente no “British Medical Journal” demonstrou que havia uma associação entre a toma dos antidepressivos citalopram e escitalopram e um intervalo QT mais longo. O estudo refere que o intervalo QT mede a duração da atividade elétrica do músculo cardíaco. Um intervalo QT longo está associado a um maior risco de arritmias graves.
 

Em agosto de 2011, a Food and Drug Administration (FDA) anunciou que a toma de hidrobrometo de citalopram não deveria exceder as 40mg por dia, devido ao risco de atividade elétrica cardíaca anormal, a qual poderia conduzir a problemas no ritmo cardíaco potencialmente fatais. A FDA acrescentou ainda que a toma de quantidades mais elevadas não apresentava qualquer vantagem no que diz respeito à melhoria dos sintomas depressivos.
 

No estudo levado a cabo pelos investigadores do Massachusetts General Hospital, nos EUA, foram analisados os registos médicos de mais de 38.000 adultos. Foi observado que cerca de um quinto dos pacientes, aos quais tinha sido prescrito este tipo de antidepressivos, apresentava um intervalo QT anormal, o qual pode ser detetado através de um eletrocardiograma.
 

"Ter um intervalo QT longo pode, potencialmente, aumentar o risco de um ritmo cardíaco anormal grave. Contudo, estes ritmos anormais são muito raros. Assim, os benefícios do tratamento da depressão excedem este risco, para a maioria dos pacientes. Já algum tempo que é conhecido o risco do efeito destes fármacos no intervalo QT. Em 2011 foram dadas algumas recomendações sobre a dose máxima aconselhável e informações sobre as situações em que não é aconselhável a prescrição deste fármaco”, revelou, em comunicado de imprensa, June Davison, do British Heart Foundation.
 

“As pessoas que tomam estes medicamentos não devem ficar alarmadas e não devem parar com a mediação sem falar com os seus médicos”, acrescentou ainda June Davison.
 

A British Heart Foundation referiu que está a patrocinar um estudo na University of Nottingham, no Reino Unido, que irá fornecer informações mais detalhadas sobre a síndrome do QT longo, o que poderá conduzir, eventualmente ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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