Antidepressivos aumentam risco da diabetes

Estudo publicado na revista “Diabetes Care”

27 setembro 2013
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A toma de antidepressivos aumenta o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, sugere um estudo publicado na revista “Diabetes Care”.
 

Vários estudos têm sido realizados no sentido de apurar se os antidepressivos estão associados ao aparecimento da diabetes, mas os resultados têm variado consoante os métodos utilizados, o tipo de medicação e do número de participantes.
 

Neste estudo os investigadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, analisaram 22 estudos e três revisões sistemáticas que analisaram os efeitos dos antidepressivos no risco de diabetes. Foi constatado que os indivíduos que tomam antidepressivos têm um risco duas vezes maior de desenvolver diabetes tipo 2.
 

Os investigadores referem no entanto que os diferentes tipos de antidepressivos podem apresentar riscos distintos. Desta forma é necessário a realização de ensaios aleatórios, controlados, e de longo prazo para analisar os efeitos de cada tipo de antidepressivo.
 

De acordo com os autores do estudo, existem várias razões pelas quais os antidepressivos podem aumentar o risco de diabetes, nomeadamente o facto de alguns antidepressivos estarem associados ao aumento de peso. Contudo, vários estudos têm observado um aumento do risco de diabetes, mesmo após terem tido em conta algumas alterações do peso corporal, o que implica que existem outros fatores que poderão estar envolvidos nesta associação.
 

“O nosso estudo sugere que mesmo quando se tem em conta os fatores de risco clássicos da diabetes como o ganho de peso, estilo de vida, etc há algo nos antidepressivos que os torna um fator de risco independente. É necessário aumentar o alerta da possibilidade da diabetes nos indivíduos que tomam antidepressivos até que sejam realizados mais estudos”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Katharine Barnard
 

“Apesar de a depressão ser um problema clínico importante e os antidepressivos serem um tratamento eficaz para esta condição debilitante, os médicos necessitam de estar conscientes do potencial risco da diabetes, especialmente quando prescrevem antidepressivos em elevadas doses e durante um período longo de tempo”, conclui um outro autor do estudo, Richard Holt.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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