Antidepressivo reboxetina não é melhor que um placebo

Artigo publicado no “British Medical Journal”

14 outubro 2010
  |  Partilhar:

O antidepressivo reboxetina não funciona melhor do que um placebo, apontam cientistas num artigo publicado no “British Medical Journal” (BMJ), acusando o laboratório farmacêutico responsável pela sua comercialização, a Pfizer, de não divulgar os resultados de estudos que mostram as deficiências do fármaco.

 

O estudo foi realizado por uma equipa alemã do Instituto Alemão para a Qualidade e Eficiência nos Cuidados de Saúde (IQWIG) que avaliou os benefícios e os riscos do reboxetina, com base num grupo de controlo que recebeu o placebo e na comparação com outros antidepressivos como o SSRI (inibidor selectivo da recaptação de serotonina).

 

Os cientistas também analisaram as conclusões obtidas em 13 testes clínicos sobre o medicamento, oito deles realizados previamente pela Pfizer, cujos resultados nunca tinham sido divulgados.

 

Em geral, a qualidade desses testes foi aceitável, mas os investigadores observaram que os resultados das análises realizadas junto de 74% dos pacientes tinham sido omitidas pelo laboratório farmacêutico. Após compararem os testes, os cientistas verificaram que a informação publicada sobrevalorizava os benefícios e subestimava os efeitos secundários.

 

Num editorial que acompanha o artigo, escrito pelas responsáveis da revista BMJ, Fiona Godlee e Elizabeth Loder, foi reforçado o facto de ser extremamente importante para os médicos que prescrevem a medicação terem confiança nas provas científicas. As especialistas apelam, por isso, para a adopção de medidas urgentes por forma a restabelecer essa confiança.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 1 Comentar

SERIA DE FACTO!

SERIA de facto muito importante que TODOS OS ENSAIOS CLÍNICOS fossem Avaliados por uma entidade INDEPENDENTE! Já vi tantos "ensaios" na minha vida...
E também SERIA MUITO IMPORTANTE que os medicamentos, ditos" GENÉRICOS" fossem avaliados, TAMBÉM POR ALGUÉM INDEPENDENTE, UMA ESPÉCIE DE «PROVEDOR DO DOENTE»...
Também tenho cada "fiasco" quando os meus doentes aceitam que, na farmácia, lhes "impinjam", como «exactamente a mesma coisa que eu tinha prescrito» certos "GENÉRICOS" de DETERMINADAS MARCAS...
Com a actual legislação aprovada pela A.R. (que se me afigurou "ENCOMENDADA"... este problema dos medicamentos GENÉRICOS COM RESULTADOS CLÍNICOS INEFICAZES passou a ser para mim uma grande preocupação!

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.