Anticorpos contra pandemia de gripe de 1918 ainda reagem

Estudo apresentado na “Nature”

16 setembro 2008
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Os anticorpos dos sobreviventes da violenta pandemia de gripe que matou milhões de pessoas em todo o mundo, em 1918, continuam a reagir ao vírus causador da doença, refere um estudo publicado na revista científica britânica "Nature".
 

 

No artigo publicado, cientistas do Vanderbilt University Medical Center, nos EUA, explicam que o sistema imunitário destes indivíduos conserva, na memória, a estirpe do vírus daquela gripe e está preparado para combatê-la.
 

 

A equipa liderada por James Crowe isolou anticorpos -produzidos por Linfócitos B de 32 indivíduos, nascidos em 1915 ou antes, que sobreviveram à pandemia. Com estes linfócitos criaram cinco anticorpos monoclonais que, após 90 anos, demonstraram uma potente actividade neutralizadora sobre as amostras do vírus de 1918.
 

 

A equipa assegura que os sobreviventes da pandemia de gripe do início do século passado, quase 100 anos depois da primeira exposição, ainda têm no sangue Linfócitos B com “memória” para combater a infecção.
 

 

Estes anticorpos, que ainda funcionam, protegeram ratinhos de laboratório de uma infecção fatal. Os cientistas propõem agora desenvolver, a partir destes anticorpos, tratamentos antivirais eficazes contra uma estirpe semelhante que possa aparecer no futuro.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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