Anticorpo natural pode ajudar no combate à tuberculose

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

26 fevereiro 2013
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Investigadores descobriram um anticorpo natural, produzido pela pele quando transpira, que pode funcionar como uma ferramenta altamente eficaz no combate da tuberculose e de outros microrganismos prejudiciais, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

O suor dispersa antibióticos altamente eficazes sobre a pele, que nos protegem de microrganismos prejudiciais. Caso a pele fique ferida, arranhada ou seja picada por um inseto, estes agentes antimicrobianos produzidos pelas glândulas sudoríparas matam rapidamente e eficazmente os agentes invasores.
 

Estas substâncias naturais, conhecidas por peptídeos antimicrobianos, são mais eficazes que os antibióticos tradicionais, pois os microrganismos não são capazes de desenvolver tão rapidamente resistência contra eles. Na verdade estes produtos antimicrobianos conseguem atingir o calcanhar de Aquiles dos microrganismos, ou seja, a sua parede celular, a qual não se consegue modificar rapidamente para resistir aos ataques destes agentes. Assim, este tipo de peptídeos antimicrobianos apresenta um grande potencial
 

Há já algum tempo que os cientistas sabem que um destes tipos de peptídeos antimicrobianos, o dermcidin, fica ativado pelo suor salgado e ligeiramente ácido. Esta molécula forma pequenos canais que perfuram a membrana celular dos microrganismos, que são estabilizados por partículas de zinco carregadas presentes no suor. Como consequência, a água e as partículas carregadas fluem descontroladamente através da membrana, matando eventualmente os microrganismos prejudiciais.
 

Através da utilização de várias técnicas, os investigadores University of Edinburgh, Goettingen, Tuebingen e Strasbourg, foram capazes de determinar a estrutura atómica destes canais moleculares. Foi descoberto que estes canais são invulgarmente longos, permeáveis e adaptáveis, representando assim uma nova classe de proteínas membranares.
 

O estudo também apurou que este composto se adapta aos vários tipos de membrana. De acordo com os investigadores, esta característica pode explicar o motivo pelo qual este agente é capaz de combater, simultaneamente, tanto bactérias como fungos.
 

Os autores do estudo referem que o composto é eficaz contra vários patogénios conhecidos como o Mycobacterium tuberculosis causador da tuberculose ou o Staphylococcus aureus que está na origem de doenças como a sepsis e pneumonia. Os investigadores esperam que estes resultados ajudem no desenvolvimento de uma nova classe de antibióticos capazes de atacar este tipo de microrganismos prejudiciais.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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